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Thursday, January 15, 2015

"Let a woman be a woman and a man be a man", ou o complexo de herói


Diz este artigo que em cada homem há um herói ansioso por se mostrar ao mundo...ou pelo menos, que todos os cavalheiros desejam (ainda que não o saibam) ser o cavaleiro andante, o Amadis de Gaula aos olhos da cara metade,  família e círculo imediato (amigos, emprego, etc).

É por isso que desde pequeninos se entusiasmam com jogos de luta, apostas, desportos de competição e tudo o que os faça sentir que salvam o dia. Complexo inato, gravado no código genético para quem milhões de anos não representam grande coisa.

Esta é uma ideia velha como os montes, que tem sido desprezada nas ultimas décadas mas defendida aqui e ali por vários autores (e autoras) no campo dos relacionamentos.

Já abordei o tema várias vezes por cá, porque acho terrível que os sinais dos tempos tenham levado a sociedade a privar os homens do cavalheirismo (por muito que as mulheres depois se queixem que os homens não estão a ser cavalheiros). O resultado é que alguns homens já não sabem agir como homens, e as mulheres sentem tanto a falta de quem as faça sentir mulheres que se agarram a disparates como 50 Sombras de Não sei quem - ou pior, se deixam encantar por bad boys que imitam as características tipicamente masculinas mas a quem falta valor e integridade.

 Nos dias que correm, é muito delicado conseguir o equilíbrio entre ser uma mulher independente e capaz (afinal, ninguém gosta de um trambolhozinho que não dá um passo sem ajuda) e manter a feminilidade de modo a não "roubar" ao homem o seu papel ancestral. Como diz o outro, uma mulher a sério é capaz de se desembaraçar sozinha, mas um homem a sério não quer que ela faça tudo sem ajuda.

É óbvio que lhes cabe a eles exercitar a mentalidade (e mais importante, os princípios) de um cavalheiro e não deixar que o heroísmo morra, mesmo que já não seja preciso ir à guerra ou à caça para assegurar a sobrevivência. 

Mas são precisos dois para dançar o tango, e as mulheres desempenham um papel essencial na equação: o de, através do seu comportamento feminino, da forma como se apresentam em público e da maneira de estar a dois, não deixar que eles se esqueçam de quem são e daquilo que é esperado deles...


1 comment:

Ulisses L said...

...pois...

O problema é que elas já se esqueceram...
...e gajos como eu, que até tiveram educação em casa, já levaram com tantos olhares de soslaio como se fosse crime cometer um acto de cavalheirismo que, mesmo os que ainda não se esqueceram do que isso é, já desistiram de o ser!

(quando um gajo é chamado de machista apenas por ter alguma consideração à moda antiga por uma senhora pode rir-se e achar mentalmente que a senhora não era afinal senhora nenhuma, mas para a próxima pensa duas vezes se há-de ter essa consideração ou não, até porque, convenhamos, é desagradável ser chamado do que não se é...)

:)

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