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Sunday, January 11, 2015

O momento "Les Miserables" the Nicki Minaj


Numa daquelas confissões de famosos que eu acho sempre que era melhor cada um guardar para si, Nicki Minaj revelou que numa má fase da sua vida, passou necessidades e chegou a roubar pão para sobreviver.

 Além de eu não apreciar saber demasiado da existência dos outros - o recato cabe em todo o lado - detesto histórias tristes mas enfim, ainda bem que a vida agora lhe corre melhor e que não tem um Javert a persegui-la por causa disso.



Porém, isto explica muitos exageros da cantora: como ultrapassou um mau bocado pavoroso, agora tem tanto medo de voltar ao mesmo que faz o que for preciso (e o que não é preciso) para estar sempre nas bocas do mundo. Típico complexo de quem não teve o percurso facilitado e procura sair-se bem a todo o custo...

Sinceramente considero-a talentosa, bonita e simpática, com um rosto muito expressivo: a vulgaridade é que estraga tudo.

E isto é mau porque -apesar de Ms. Minaj ter o bom senso de dizer aos seus jovens admiradores para colocarem a escola antes das cantigas - a mensagem que lhes passa com os seus trajes, letras e atitudes é "para ter sucesso, vale tudo". Ela bem pode debitar frases bonitinhas como "se nunca quebrares, nunca sabes quanta pressão consegues aguentar" mas...está patente que o seu limite moral é no mínimo, de grande elasticidade.

 Outro segredo do passado que partilhou com o mundo foi ter feito um aborto na adolescência. Pois bem, seria estranho que agora se tornasse numa Irmã de Caridade e contrariasse totalmente o modo de vida que levou até aqui, mas tendo vivido uma experiência tão dolorosa era de esperar mais cautela no que canta para o público que conta agora a mesma idade que ela tinha quando passou por esse drama.

Pôr teenagers a cantarolar  que "dormia com fulano de tal porque ele era traficante de cocaína e vivia num palácio" e ensiná-las a rebolar-se quase despidas não me parece uma grande lição de vida, nem grande aviso para evitar desgostos desses.

 Se é para termos um cego a guiar os cegos, mais vale morder a língua e ser discreta. Dramalhões à Victor Hugo dispensam-se a não ser que ensinem alguma coisa...

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