Recomenda-se:

Netscope

Wednesday, January 14, 2015

O respeitinho que se deve aos homens (e eles a nós, pois claro)




Um amigo americano partilhou a imagem acima no Facebook e eu fiquei curiosa, julgando que se tratava de um daqueles manuais antigos que gosto de coleccionar, sobre comportamento feminino (e de casal) de outros tempos.

Vai-se a ver melhor, e não era - é mesmo um livro recente. À primeira vista parece-me uma daquelas obras  que farão descabelar muitas cabeças modernas que morrem de medo de perder a sua independência ao adoptar uma atitude tradicionalmente feminina, mas onde as mais pragmáticas encontrarão algumas ideias interessantes. 

Não li o resto, bem entendido - estou a basear a minha opinião nos comentários da Amazon e no facto de os conselhos supracitados, ou a maior parte deles,  não serem mais do que aquilo que muitas avós ensinavam.

Um relacionamento dificilmente funciona sem papéis atribuídos - papéis esses que têm muito mais a ver com parceria e com as particularidades de homem e mulher do que com algum tipo de desigualdade.



 É claro que os itens 3, 4,5 e 12 (nunca o ignorar, nunca o fazer sentir que é substituível, não esconder que precisa dele e nunca estar demasiado ocupada para ele) poderão ser aplicados com parcimónia, a bem das velhas normas de coquetterie. Era o que a avó me diria, estou certa: nenhum homem gosta de uma mulher pegajosa, sem vida própria nem personalidade, disponível e desesperada 24 horas por dia. O mistério é sempre bonito. Mas a honestidade de sentimentos também, e ninguém gosta de estar onde é maltratado...

  Agora, quanto aos números um e dois (jamais o diminuir ou falar-lhe altaneiramente): quantas mulheres do pós feminismo moderno, criadas no mito "eles querem é mulheres francamente fortes que não precisam de ninguém" não atropelaram já estes "mandamentos" centenas de vezes? É fácil cair na tentação de falar com desprezo à cara metade, quando a cara metade se porta mal.


Mas vejamos: se o comportamento do cavalheiro é assim tão desprezível, se calhar essa mulher está ao lado de um homem que não partilha os mesmos valores e que não é digno de admiração. Mais lhe vale cortar laços e procurar alguém mais compatível do que tentar mudar o coitado, humilhando-o a torto e a direito.

Todas estas regras não são mais do que atenção, respeito, admiração e lealdade, que é o que se deve à pessoa que se tem ao lado.

E é óbvio que dos cavalheiros se espera exactamente algumas destas coisas - e outras tantas mais específicas - em relação à mulher que deviam acarinhar e defender, quesito em que muitos falham achando, ainda que inconscientemente,  que todas são "mulheres da luta" dispostas a fazer valer os seus direitos (ou a defender o seu território) aos gritos, que não precisam de quem as proteja!



Nunca diminuir a sua mulher, nem falar-lhe com desprezo, nem revelar os seus segredos (muito menos cochichando com "amigas", por amor de Deus!) não a ignorar nem fazê-la sentir-se substituível, não a embaraçar em público, pedir as coisas com jeito, não pôr outras pessoas à frente dela, parecem-me coisas do mais elementar bom senso, que andam perdidas na tradução das obrigações, revoluções, direitos, deveres e estereótipos de género.

A diferença está apenas em o papel feminino ancestral ser mais de conforto e de apoio, enquanto que o papel masculino será mais activo e protector, por uma questão meramente biológica.

 Mas no que toca ao desejo por respeito, segurança e importância aos olhos da pessoa amada, nisso somos perfeitamente iguais...









4 comments:

Pretty in Pink said...

Já vi muitos casos em que as mulheres desrespeitam os homens..Fala-se muito no contrário mas relativamente ao homem pouco se fala..Gostei muito dessa página do livro :) Embora ache que isso deve ser aplicado a toda a gente que nos rodeia e não só ao sexo masculino ;)

Beijinho*

Imperatriz Sissi said...

é verdade, esquecemo-nos tanto de básicos que contribuem para a harmonia nos relacionamentos...

Sérgio S said...

A mim parecem-me verdades que se aplicam a qualquer tipo de relacionamento humano. Por exemplo mesmo num meio profissional, as frases apresentadas continuam a fazer sentido de tão genéricas que são.

A Bomboca Mais Gostosa said...

Gostei muito deste post. Parece que algumas das premissas básicas estão a desaparecer, e conheço até algumas mulheres que têm prazer em destratar publicamente o homem com quem estão.
Esta moda do "nós, mulheres, temos de ser mais fortes do que eles e mais capazes", quando nenhuma relação de dependência ou fraqueza é positiva.

Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...