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Thursday, January 1, 2015

Ora vamos lá estrear o Ano.



Um Ano Novo é um pouco como um vestido que temos mesmo de estrear - ou porque é tão lindo que não aguentamos a espera, ou porque foi comprado para uma ocasião específica e não há outro remédio.
Podemos começá-lo cheios de resoluções e esperanças renovadas, ou simplesmente ficando descansados porque a vida continua como dantes no Quartel de Abrantes - temos 365 dias novinhos à nossa responsabilidade. E são mesmo uma responsabilidade, por mais positivo que se seja! Há a obrigação (e a pressão) de fazer alguma coisa de jeito com o novo calendário, como tivemos a obrigação de estar bem dispostos e de nos divertirmos ontem à noite.

 Aliás, poucas coisas nos dizem tanto que estamos vivos - e que o mundo continua a girar exactamente na mesma - como pôr o nariz fora da porta na noite de Ano Novo. Ainda que se faça apenas o percurso de casa até ao sítio (de preferência, confortável e limitado às companhias da nossa escolha) onde pretendemos passar a meia noite, quem tiver olhos verá, como a Elle diz e muito bem, a singular mistura de "álcool, frio e interacção forçada com outros seres humanos" que compõe as celebrações deste tipo.

  E por falar em interacção forçada com outros seres humanos, nenhuma disposição reveillonesca conseguiria impedir-me de reparar nos trajes de duas "amostras" que vi - uma com mini vestido e meias de liga propositadamente à mostra, casaco curto e saltos estilo andaime - com o namorado ao lado, de cabelo espetado com gel comme il faut,  a fazer figura de urso ou de empresário, vá-se lá entender a postura destes rapazes. Outra, uma Lady Gaga em versão rechonchuda com ares de manicura de bairro, braços roliços descobertos com um frio de rachar, recortes fresquinhos por todo o lado, calçonitos e um decote monumental a fazer prever uma fatia de bolo rei com brinde, fava e tudo a cair por ali abaixo.

Ambas, como tantas, luzindo os "tops de sair" de que falámos há dias mas em versão baratuxa, que não há meio de desaparecerem de cena e (sigam o link para o artigo, acho sempre piada quando a imprensa internacional repara no mesmo que eu) já são objecto de análise.

 Para quem gosta de ver gente bonita e bem vestida, noites em que todo o mundo sai à rua são um verdadeiro "onde está o Wally?". E uma pessoa fica (eu de casaco e sobretudo por cima do resto) a pensar que é verdadeira a teoria dos pinguins, ursos polares e serigaitas"

Qualquer receio de que o mundo acabe no fim de ano, ou esperança de que mude magicamente depois das doze badaladas, ficam logo ali arrumados.

Feliz 2015!



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