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Wednesday, February 4, 2015

5 coisas que os homens fazem que tiram as mulheres do sério


Passou-me este artigo pelas mãos - uma lista de 17 coisas aborrecidas que eles se lembram de fazer - mas achei que muitas entravam no campo do imperdoável. Como por exemplo, um cavalheiro comentar maliciosamente, à vossa frente, os atributos de uma rapariga que passa, ou flirtar com uma flausina qualquer na cara da respectiva. Isso, a meu ver, não são "coisitas que nos tiram do sério": são faltas de respeito (e de decência) que valem um bilhetinho gratuito só de ida para a desolada e inóspita Terra dos Ex... bon voyage!

Por isso, decidi reduzir a lista a cinco coisas incómodas, mas que se aturam...embora deixem as mulheres em modo "que diabos vem a ser isto?".

1 - Trazer os amigos para o que devia ser uma saída a dois



Não é que você se  importe de sair em grupo. É uma pessoa sociável e civilizada e lisonjeia-a que ele queira que os amigos se dêem consigo. Numa ocasião ou noutra, até alinha e - porque é mesmo amável, se for preciso encomenda os snacks e arranja a sala para que eles vejam o jogo/joguem playstation/poker/discutam estratégia militar medieval ou aquilo que lhes apeteça fazer. Mas quando isso acontece inesperadamente, sem aviso, numa situação em que se contava ter um qui pro quo bem necessário, ou que era suposto ser um momento romântico, ou ainda quando sucede a torto e a direito, começa-se a pensar que algo muito errado se passa. Especialmente se ele deixar uma rapariga a fazer sala e andar pelos cantos, aos cochichos, com o Zé ou o Manel, que até mora lado e com quem já passa imenso tempo. What the hell?

O que nos passa pela cabeça: ele está a esconder-se e a evitar falar comigo a sós para fugir a um sermão (hipótese mais provável); esta gente está a tentar sabotar-me, só pode (igualmente possível, embora possa ser só falta de noção das circunstâncias); oh não, estão a falar de mim; aposto que o João ou a maria rapaz da Juliana estão a dizer-lhe cobras e lagartos a meu respeito (nunca fiando) se calhar o Manel quer empurrá-lo para a irmã encalhada dele (mais comum do que se pensa); oh meu Deus, assim de repente o Zé tem uma vibração gay. Não o larga e olha para ele com olhos de carneirinho mal morto...oh não, ia jurar que estão a flirtar. Credo, agora estão aos calduços um ao outro. Parece que não conseguem estar afastados dois minutos. Lá estão eles aos risinhos. Oh não, será que ele joga na equipa errada? Vou pôr-me a andar daqui para fora! (nos dias que correm, nada é de espantar. Especialmente se o Zé se cola aos calcanhares dele a cada segundo que ele fala consigo. Then again, pode ser apenas um amigo carente ou obsessivo, mas porque é que ele o atura? Ná. Aqui há gato).

2- Mas depois, ter ciúmes dos amigos



Apesar de esperar da sua parte um acolhimento perfeito aos amigos dele, surpreendentemente nenhum se torna muito próximo de si... a não ser talvez o irmão ou a prima. É que da última vez que um foi mais simpático consigo ou  tentou "amigá-la" nas redes sociais quase foi julgado por traição, excomungado e assado na fogueira.
  E o pior sobrou para si, que teve de ouvir "que o encorajou" - era suposto ficar muda quando lhe perguntaram as horas e ele estava no canto oposto da sala a contar anedotas ao Roberto e ao Jaime, querem ver? Pois. É que lá por estar do outro lado da sala, não quer dizer que não exerça controlo remoto. Se ele for do estilo paranóico, isso até pode ser um teste:vá-se entender...

O que nos passa pela cabeça: Este tipo é doido e ninguém o entende. O grupinho dele detesta-me, nenhum quer ser meu amigo. O que é que eu fiz de errado?  Não, eu não fiz olhinhos ao Jorge e o meu vestido era perfeitamente discreto . Não sei como os amigos o aguentam e não sei se eu o aguento. GRRRRR.


3 - Levar-vos a um evento de família...
 e desaparecer do mapa

Mais querido do que desejar que você conviva com os amigos, só querer que seja próxima da família. Mas a querideza deixa de o ser se a deixar plantada para ir, horas a fio, ver a colecção da tia, os vinhos do tio, o desafio desportivo com o primo.... Mesmo que você seja a pessoa mais confiante à face da Terra e que a família dele seja um amor, há sempre a hipótese de se ficar sem assunto ou pior, de sentir que é forçada a arranjar assunto para não parecer antipática. Depois, é claro que está na condição de novidade de circo, por isso pode acontecer o contrário: ou seja, a prima enchê-la de perguntas ou contar as desgraças amorosas dela a ver se você se descai com algum pormenor vosso, a tia avó, que é íntima da mãe dele, entrar no interrogatório que é o equivalente feminino ao "quais são as suas intenções?" ou ainda a prima afastada por casamento que decide mover-lhe uma subtil perseguição porque tem uma amiga solteirona a quem convinha mesmo o arranjinho com ele.

 E ele? 

Viste-o. Está a assistir ao jogo com o primo, claro. Resta-lhe perguntar se alguém precisa de ajuda com os canapés, mostrar as suas habilidades se houver sarau, ping pong ou karaoke, o que é sempre arriscado porque pode parecer attention whoring ou - a tábua de salvação - elogiar o bebé da prima em terceiro grau. Com um bocadinho de sorte acaba a festa a fazer de baby sitter, que ao menos os pequenos de colo nunca perguntam nada e nunca cai muito mal (a não ser que ele tenha primas mesmo maldosas, que usem isso para a acusar de lhe querer pregar com uma criança nos braços antes de um Credo). Vendo bem, a melhor salvação é o animal de estimação mais próximo, mas também podem achar que você é hippie ou uma maluquinha dos gatos. E no meio disto tudo você acaba por fazer inevitavelmente cara de tacho e vão dizer ao rapaz que rapariga mais enjoada que ele se lembrou de trazer.

O que nos passa pela cabeça: como é que ele me atira aos tubarões desta maneira? Mas eu sou algum acessório que se deixa no bengaleiro? Tenho cara de jarrão? Não perde pela demora, a vingança vai ser terrível. Vou arrastá-lo para a reunião de família com os meus duzentos primos e deixá-lo entregue aos lobos, com todos eles a perguntar-lhe "quais são as suas intenções?". E se isso o fizer fugir para todo o sempre, tanto melhor!

4- Só dizer o que tem a  dizer por mensagem...ou em público, como quem não quer a coisa



Isto acontece muito com cavalheiros tímidos na fase de flirt, mas pode 
continuar quando - e se! -  a relação já estiver estabelecida. Tem a sua piada ao início, mas ao fim de um tempo torna-se exasperante. Falo do tipo de homem/rapaz que faz uma corte cerrada, que vos vai envolvendo lentamente sem nunca se explicar muito bem e que é capaz de mandar por escrito coisas do estilo "you drive me crazy!" ou abraçar-vos do nada, de forma quase possessiva, no meio de um concerto onde foram com os amigos dele, que uma pessoa até fica envergonhada. E vocês pensam que quando estiverem sozinhos tudo ficará esclarecido. Só que quando realmente estão a dois ele entra em pânico e não diz coisa com coisa ou fica em modo ouriço cacheiro e não chega a haver uma aproximação que se veja. Numa relação sólida, se isto continuar, é o tipo de namoro/casamento em que arrancar-lhe um gesto romântico e normal é milagre. Ou antes, volta e meia lá cai uma manifestação ultra romântica num momento em que isso não faz grande sentido. Pessoas assim estabelecem a sua forma de comunicar numa relação e não há muito a fazer- ou se tolera a maluqueira e se aprecia o esforço, ou se parte para outra.

O que nos passa pela cabeça: Afinal, gosta ou não gosta de mim? WHAT IS WRONG WITH YOU? Estou a imaginar coisas, ou ele anda aqui a fazer pouco de mim. Palhacito.

5 - Arreliar-vos à frente de outras pessoas

Esta  é uma forma infantil de se meter consigo (o bom e velho "ela fica tão adorável quando se zanga")  mas também pode ser uma estratégia imatura - e muito errada - de lidar com qualquer problema não superado na relação. 
 Se ele acha graça contar - ou fazer que vai contar - um episódio cómico ou embaraçoso vosso (ou seu) perante outras pessoas, tem um mau sentido de humor e ralhar-lhe não vai servir de nada. Quanto mais o avisa, pior ele faz. Logo, ou procura uma companhia menos arreliadora ou paga na mesma moeda, contando uma asneira totalmente escabrosa que ele tenha feito . Talvez assim aprenda. 
 Porém, também pode dar-se o caso de ele trazer à baila, como se fosse na brincadeira, uma mágoa do passado ou um assunto desagradável: falar naquele seu ex que ele detesta, por exemplo. Assim pode desabafar sem retaliação, porque sabe que você é demasiado educada para partir a louça à frente de quem está. No fundo, sente que entre íntimos ninguém o leva a sério, quando na verdade constrange toda a gente. Cobardolas e malandro!

O que nos passa pela cabeça: Dizer "desculpem, ele já bebeu demais" (mesmo que seja de manhã). 
"Vou -me embora ou esborracho-lhe uma tarte na cara e fica o show completo? Decisions, decisions."


   Santa Paciência, rogai por nós.

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