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Sunday, February 1, 2015

A maior praga que já se inventou para a roupa feminina...



...são os malfadados zippers "invisíveis". É especialmente mau quando decidem colocá-los em tecidos espessos, como a fazenda de lã ou o brocado, mas já os vi encravar em materiais finos. E para provar que a asneira é uma coisa muito democrática, aqui vos juro que tanto faz ser Zara como Dolce & Gabbana ou Valentino, num vestido feito em série como numas calças super bem cortadas, numa peça justa ou folgada.

Basta um mau jeito, ou abrir o vestido sem ajuda, para encravar ou "morder" o pano e com um bocadinho de pouca sorte, ainda descosem la prenda por ali abaixo ou  fazem um rasgãozinho super difícil de disfarçar.

Perdi a conta às vezes que já me aconteceu isso, e olhem que sou cuidadosa - com vestidinhos modestos da Mango, com um vestido de tecido vintage ajustado à medida por uma modista excelente (que nota bene, tinha posto um fecho novo; escangalhou-se antes de uma festa e se não tivesse outra roupa na mala, ia ser uma vergonhaça) com vestidos de griffe, you name it

Volta não volta, ainda não estreei a toilette e já estou a mandar trocar o zipper vidrinho, sensível, mariquinhas, de porcelana por outro que não me faça andar em aflições.

Se inventaram a geringonça no final do século XIX, bem podiam ter evoluído um bocadinho desde então. Ou podiam as marcas, acessíveis e exclusivas, conformar-se com a ideia de que nem todas as peças suportam bem um zipper fininho.

Moral da história: se já vos apeteceu correr um fecho éclair na boca de uma pessoa linguaruda, fiquem sabendo que o remédio seria sol de pouca dura...


1 comment:

Margarida said...

Gosto tanto dos seus textos! Deliciosos!

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