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Tuesday, February 3, 2015

A responsabilidade das mulheres






"Um povo não pode elevar-se mais do que a moral das suas mulheres"

                                                         

O provérbio africano acima foi partilhado hoje nas redes sociais por um amigo afro americano, inserido neste texto que dá que pensar.

 Se ao longo dos tempos os homens detinham a liderança oficial no rumo dos acontecimentos, às mulheres cabia gerir os bastidores, e é nos bastidores que a magia acontece. 

As mulheres eram - e continuam a ser, goste-se disso ou não - a espinha moral da sociedade.

 Quer pelo seu papel na educação das gerações futuras, quer pela forma como o seu comportamento molda - ou inspira - as atitudes masculinas. Ou como li recentemente, "uma cultura de mulheres imodestas será necessariamente uma cultura de homens sem compromisso".

 Lembro-me sempre daquela anedota sobre os espartanos: quando uma visitante ateniense perguntou à Rainha Gorgo, mulher do famoso Leónidas, porque é que as mulheres espartanas "mandavam" nos homens, ela respondeu: "porque só as mulheres espartanas dão à luz homens a sério! Os homens de Esparta provam o seu valor pela espada e pela lança - não temem ser emasculados por ouvir os conselhos das mulheres".

Os espartanos faziam-se respeitar pela masculinidade, as suas mulheres
 faziam-se respeitar pela sensatez.

 Não competiam entre si; nem elas tinham medo de ser submetidas por eles, nem eles medo de ser diminuídos por elas. Dizia-se que a cidade não tinha muralhas pois "não havia o que temer"...e o mesmo acontecia relativamente aos papéis de género. Nem eles nem elas receavam cumprir o seu. Quem está certo do seu lugar, da sua função, do seu estatuto, não tem uma constante necessidade de afirmação.

 Se é verdade que um povo é rebaixado ou elevado consoante a fibra moral das suas mulheres, então há que reflectir no estado actual da sociedade. A mulher hipersexualizada, desejosa de protagonismo, fútil e tola apesar de instruída, com moral de elástico e relacionamentos inconsequentes, que idolatra Beyoncé e companhia, que apregoa não precisar dos homens para nada (mas depois se queixa que não há homens decentes) excessivamente competitiva e agressiva, com uma forma predadora de estar... que mensagem passa aos homens? Pior ainda, que exemplo dá às suas filhas ou irmãs mais novas e se tiver filhos rapazes, que homens fracos estará a criar?

O sentimento de responsabilidade devia ser motivo de orgulho para todas as mulheres. Se mais meninas e senhoras tivessem consciência do poder do exemplo, se percebessem que elevar a sociedade - começando pelo círculo mediato - cabe a todas nós todos os dias, se levassem esta missão mais a sério, haveria menos razões de queixa de parte a parte...

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