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Sunday, February 15, 2015

Dicas para um visual mais luxuoso...sem gastar uma fortuna (parte II)

 Aimée de Heeren
Tal como prometido, aqui fica a continuação da parte I das nossas dicas para ficar janotíssima sem muito esforço nem gastos astronómicos:


5 - Postura impecável
Uma postura perfeita e um andar gracioso são meio caminho andado para uma figura agradável, independentemente do tamanho que se veste. A única mulher que consegue corcovar e ser considerada elegante, que me lembre, é Anna Dello Russo, mas ela é uma original. Quanto a balançar as ancas e 
bambolear-se, nem pensar nisso é bom: vulgariza até a mulher mais bem parecida. As velhas regras de manter os abdominais contraídos, costas direitas, ombros relaxados, a cabeça erguida como se tentasse equilibrar um livro (quer tenha usado ou não esse truque em pequena, é sempre bom treinar) ancas para a frente e apoiar os pés primeiro no calcanhar (e não nos dedos) enquanto caminha jamais passarão de moda. Isto é um exercício diário, e convém que o seja de modo a sair naturalmente - mas vejo muitas mulheres que só se lembram de o pôr em prática em dias especiais. Erro crasso, até porque a prática ajuda a caminhar correctamente de saltos altos.

6- A elegância da figura

A elegância não depende tanto de ser mais gorda ou mais magra, porque afinal vem de dentro; mal estaríamos se uma mulher perdesse a elegância quando engorda temporariamente por motivos de doença ou gravidez, por exemplo. Pode ser-se bonita, chic e cativante em vários tamanhos desde que se saiba tirar partido da própria silhueta. Porém, se for realmente demasiado rechonchuda terá mais dificuldades não só para comprar e usar as toilettes que lhe agradam mas também para ter a postura ideal mencionada acima. Mesmo que goste de se ver mais cheiinha, algo que agora até está na moda, não convém ter gordurinhas e altos a sobrar sob a roupa (nisto, a roupa interior adequada ajuda muito). O truque está na força de vontade e em descobrir a alimentação e o tipo de exercício que funcionam para si, porque não há duas pessoas iguais. No entanto, são mais aconselháveis as actividades físicas tradicionalmente recomendadas para mulheres - que esculpem, adelgaçam e trabalham tanto os abdominais como as costas, o que ajuda a um andar perfeito.

7 - Simplicity is key

Peças de linhas simples e clássicas, cores básicas e padrões simples parecem sempre mais dispendiosas. Quando são baratas, porque disfarçam melhor qualquer erro no fabrico ou um material inferior; quando de facto são caras, melhor parecem pela intemporalidade. Se faz mesmo questão de acrescentar alguma fantasia ao look, é melhor consegui-lo através de uma carteira de tecido colorida, um bâton vibrante, um lenço garrido ou uma t-shirt engraçada.

8 - Bon Chic Bon Genre


Esta velha expressão, que se referia à boa estirpe de dinheiro velho, também se pode aplicar à roupa, acessórios e calçado. Sobre isso já muito foi dito por aqui: mesmo nas marcas de fast fashion é possível encontrar tecidos e materiais com alguma qualidade.  Os melhores são naturais e consistentes, sem o inestético brilho e viscosidade característicos das coisas "baratas". É uma questão de conhecimento e de exercitar a sensibilidade, porque mesmo a roupa mais bem executada não funcionará num mau tecido. A qualidade do corte e da modelagem é igualmente importante. Não é preciso ser especialista na matéria: se blusa ou vinca onde não deve, se é desconfortável e parece estranho, dificilmente terá remédio. 
 De qualquer modo, um vestido de algodão modesto pode fazer boa figura, mas dificilmente se dirá o mesmo de uma carteira de PCV ou uns sapatos de PU - principalmente se forem extravagantes. Calçado e marroquinaria são compras em que se deve investir com mais critério. Se se apaixonou por uns sapatos/carteira baratinhos ou o seu orçamento obriga a fazer uma compra mais económica, fique-se pelos modelos simples em tecido (cetim, veludo, pele de pêssego a imitar camurça). Aplicações malfeitas e pele falsa notam-se a milhas...

9 - Muito barato, muito caro

Peças de griffe têm, por obrigação, outro acabamento e são feitas de forma primorosa com os melhores materiais. Quem está acostumada a vestir roupa de designer dificilmente se entusiasma tanto com as constantes novidades high street. Dito isto, também é verdade que uma etiqueta com muitos zeros, por si mesma,  não garante nada: o que não falta por aí são milionárias mal vestidas. Em alguns casos, usar "só marcas de luxo" pode tornar-se um vício de estilo limitativo, parecer forçado ou pior: cair na ostentação, que é sempre deselegante. Por outro lado, se um guarda roupa tem mais quantidade que qualidade, pode realmente ficar com um ar duvidoso. Os extremos são sempre de evitar e pessoas de gosto (que sabem distinguir uma peça aceitável de uma péssima) encontram tesouros nas mais variadas fontes. Quem não dispõe de recursos ilimitados mas procura dar um upgrade mais dispendioso ao seu roupeiro tem de pensar como uma smart shopper e dominar a arte do hi-lo fashion. Actualmente qualquer fashionista com orçamento controlado tem à disposição recursos como o e-commerce de luxo (que muitas vezes tem saldos fantásticos) os outlets, as sample sales, o Ebay e as lojas vintage para as suas pequenas extravagâncias. 

10 - No Inverno, um bom casaco

Muita gente não se apercebe da importância do outerwear, mas um bom agasalho pode fazer um visual - e um mau, arruiná-lo. Vejo imensas mulheres bonitas, bem vestidas, maquilhadas e penteadas...e com um casaquito de adolescente que estraga tudo. Tal como os sapatos e a carteira, o sobretudo, canadiana e/ou gabardina está no top dos investimentos mais importantes. Se um Max Mara clássico ou afins não está ao alcance de momento, poderá
 pensar-se, por exemplo, num bonito modelo vintage em pele, de preferência forrado. Por vezes encontram-se baratíssimos e devidamente adaptados, ficam uma elegância (além de durarem para sempre). Mas qualquer casaco 100% lã bem modelado poderá funcionar razoavelmente, desde que favoreça a silhueta.

11 - A tríade do Poder

Roupa que não se adapta ao corpo de quem veste pode parecer barata, por mais cara que seja; sapatos maltratados (ou com tiras descaídas e outros defeitos de fabrico) comprometem o look mais bonito; e peças enrugadas, desbotadas ou com borbotos nunca terão bom aspecto. Torne a costureira, o sapateiro e a senhora da lavandaria os seus melhores amigos. Eles - e a sua máquina a vapor para todas as eventualidades - devem ser tão importantes como o ginásio.


12 - Cuidado com as imitações...e a vulgaridade

Tudo o que é espampanante, demasiado curto/ justo/sexy/ vistoso/desleixado nunca poderá ser elegante, porque remete de imediato para cenários menos...sofisticados ou seguros. Se desperta dúvidas, é porque é duvidoso. O mesmo vale, escusado será dizer, para peças contrafeitas: nada "embaratece" tão rapidamente uma toilette. É preferível uma carteira invulgar de cabedal envelhecido, sem marca, a uma falsificação. Por muito bem feita que pareça, não terá a mesma qualidade e ainda que ninguém mais note, quem a usa sabe que está a cometer uma impostura...o que compromete sempre a confiança!



1 comment:

C*inderela said...

Só boas dicas. Realmente mais do que vestir roupa x ou y só por ser considerada mais xpto, há que reconhecer os nossos atributos e limitações. Saber o que nos fica bem é meio caminho andado para o sucesso.
E hoje em dia é fácil encontrar roupa mais cara a bons preços. Comprar roupa clássica e intemporal de marcas mais caras a bons preços é sempre um bom investimento. Já o que está na moda recorre-se ao mais baratinho, ora porque passa de moda, ora porque deixamos de gostar.

Bjokas*

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