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Saturday, February 14, 2015

Frase para o dia de hoje: tudo ou nada


"O Amor não quer um coração dividido: quer tudo ou nada!"
(Santa Teresa Margarida)


Numa época em que se relativiza, banaliza e aligeira tudo, em que muita gente crê que nada é definitivo, escrito na pedra, preto ou branco, certo ou errado; em que a palavra de honra está ameaçada de extinção e as relações são cada vez mais desgraçadamente flexíveis, importa recordar isto: é que por muito "moderno(a)" que cada um se gabe de ser, quem está apaixonado não quer áreas cinzentas. Pode não o admitir em voz alta, mas lá consigo sofre com isso.

 Noutras épocas - basta falar com pessoas mais velhas e ler uns quantos livros escritos ou passados em tempos idos - punha-se a dignidade à frente da fraqueza de sentimentos, porque amor unilateral, ou amor fraco, não é amor - mesmo que duas pessoas estejam física e oficialmente juntas. Ninguém queria ser o mono (ou seja, gostar muito de uma pessoa e ficar com ela, sabendo que ela gostava de outra, só porque convinha) o passatempo, o entretém, o remedeio. Claro que acontecia; gente frágil e insegura sempre houve e sempre haverá - mas não era bem visto, nem bem vindo.

 No romance Memórias de uma Gueixa, há uma personagem que diz tudo, quando se afasta de vez da mulher que adora, mas que sabe que o verá sempre como um amigo "sou um homem muito fácil de compreender: não gosto de ver as coisas que não posso ter a passear à minha frente ".

 Hoje quase não existem pessoas com esta capacidade de abnegação; e é um mal tão masculino como feminino. Dos homens que vivem na permanente "friendzone" à espera de uma chance de, quanto mais não seja, se aproveitarem de um momento de solidão da rapariga por quem têm um fraquinho não correspondido às tristes mulheres da luta que dão todos os passos e suportam todas as humilhações para estar ao lado de quem não sente paixão por elas, a doença generalizou-se.



 E nesta data, os casos de "amores" forçados, assim assim, suplentes, sofrem de crises agudas. Há até o mito urbano de certos engatatões que atacam em força nesta altura do ano, esperando conquistar mulheres fragilizadas.

Porém, as regras do Amor, do amor que vale a pena, são bem claras: tudo ou nada. Ou é ou não é.

Se um homem propõe ou insinua uma conveniente situação de "amizade colorida" isso não serve para nenhuma mulher com amor próprio (e conheço tantos casos!). Não é amor, nem nunca será. Quem o aceita na esperança de que venha a pegar, está mal enganada. Se um (a) parceiro (a), ou ex,  tenta uma reconciliação mas recusa chamar as coisas pelos nomes ou corrigir de vez os comportamentos que levaram à ruptura, isso não é amor... porque o amor ou é ou não é. E pior - quem (e há muito quem) entra numa relação, ou tenta entrar, sabendo que o outro morre de amores por uma terceira pessoa, na esperança patética de lhe conquistar o coração...isso nem vale a pena falar. O amor nunca poderá viver num coração dividido.

 Qualquer situação que tenha como premissa um "vai-se a ver", um "vamos ver no que dá"...não é amor, porque o amor ou é ou não é. Claro que será irrealista prometer mundos e fundos ou determinar o futuro - porém,  o mínimo que se pede é a certeza de intenções. Lá dizia a cantiga "podemos planear um lindo piquenique mas não podemos prever o tempo que vai fazer". 

Mas ao menos que se tenha o piquenique organizado de boa fé, rezando para que não chova. Sem uma cesta de intenções boas e firmes, qualquer relação é um teatrinho de fantoches para uma plateia desesperada...




 




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