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Tuesday, February 24, 2015

Olhem que eu faço-vos um desenho #1: Isto de ter critérios


Nunca vos falei muito disto, mas sempre gostei bastante de rabiscar ( por carolice apenas, porque há lá em casa quem o faça muito melhor). 

Os meus colegas de escola que o digam - tão queridos, às vezes ainda me vêm dizer que guardam desenhos que eu fazia nas barbas dos professores. No liceu quem me arreliasse corria três riscos - o de ganhar uma alcunha (sou terrível a pôr petit-noms e alcunhas que pegam; não faço de propósito, mas sai-me de rajada e se alguém ouvir, adeus) o de lhe ver dedicada uma cantiga de mal dizer (perdi o hábito, mas ainda tenho algumas em arquivo) ou...de ser retratado em BD nas cenas mais disparatadas.

Mais tarde ilustrei os livros que publiquei para crianças e cheguei a desenhar para dois jornais (num deles, sob "responsabilidade da redacção" - houve um cartoon de ursos que deu muito que falar sem nunca se ter vindo a saber quem era o "artista") mas é algo que às vezes me esqueço de fazer, embora tenha o hábito de rascunhar, por exemplo, certos outfits antes de os criar de facto. 

Isto para a rubrica nova não cair aqui de para-quedas. Recentemente partilhei convosco um pequeno desenho via Facebook e como não faltam por aí coisas inspiradoras, no bom e no mau sentido...cá vai.

  A conversa ilustrada acima ouvi-a eu há dias, e identifiquei-me plenamente com ela. Ser uma pessoa com valores vincados e uma opinião formada sobre o que considera certo ou errado para si pode afastar muito boa gente. Ou dar a quem assim é uma reputação de inflexível, careta, arrogante ou preconceituoso. Mas tem os seus benefícios: ao menos não se engana ninguém. Quem tem de se zangar zanga-se logo, para começo de conversa, e de qualquer forma nunca seriam multidão que nos despertasse interesse, mais vale não andarmos às turras nem gastar tempo em algo que já se sabe que fim terá. 

Pessoas que tenham uma forma de estar demasiado diversa da nossa nem sequer se aproximam, logo não têm oportunidade de desiludir ou de causar distúrbios. Só faz falta quem está, ou como diria o Duque de La Rochefoucauld, "raramente encontramos pessoas de bom senso, a não ser as que partilham a nossa opinião".


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