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Thursday, February 19, 2015

Os 7 pecados da Fast Fashion



É inegável que a explosão das cadeias de fast fashion trouxe benefícios - variedade a preços acessíveis e um acompanhamento em tempo real das tendências (que permite usar ou testar a "novidade do momento" sem gastar muito). Além disso, como temos visto, algumas marcas evoluíram em termos de qualidade.

Comprar certos básicos ou fantasias nas cadeias high street não só é divertido como  tem vantagens até para quem prefere e pode investir em peças de designer: desconstrói um look demasiado certinho, nouveau riche ou previsível e contribui para o tão cobiçado "effortless style" das Kates e Caras deste mundo.

E por fim, como já foi dito, há certas coisas simples ou passageiras em que não vale mesmo a pena esbanjar. A chave está no equilíbrio e no smart shopping.

   Porém, para tirar partido das Zaras e H&M da vida, há que fugir de 7 transgressões:

1- Tentação
  É normal (principalmente em época de saldos) entrar numa Zara (à procura do vestidinho que estava no lookbook) ou na Primark (para comprar aqueles tops básicos 100% algodão ou calças de Yoga ao preço da chuva) e ficar tentada com as peças coloridas e baratíssimas no expositor ao lado. Afinal, que mal tem gastar uns trocos insignificantes?
 O remédio é respirar fundo e ver a composição na etiqueta. Se o material for fraco, faz mal sim senhor: essa peça nunca vai ter o ar certo e lá porque foi barata, não tem de o gritar aos quatro ventos, além de ocupar espaço precioso no guarda roupa. Se for razoável, experimente - pode tratar-se de um achado. Mas pense que quando dá por si gastou cem euros. Se visitar três lojas e fizer o mesmo, aí tem o preço de uns sapatos de qualidade. 

2- Edições especiais

Ainda guardo com muito carinho algumas peças das primeiras edições de designer convidado da H&M: eram lindas, bem executadas e tínhamos a sensação de estar a comprar um pouco de magia por meia dúzia de tostões. Depois o fenómeno banalizou-se; não deixou de ser interessante mas os preços subiram e a qualidade desceu. Duzentos euros por uma peça de fast fashion não é carne nem é peixe, não importa a assinatura: o material e a execução não se comparam. Por pouco mais, nem que seja em outlet ou saldo, pode comprar algo realmente luxuoso, de qualidade superior... com a vantagem de não ver trinta pessoas com a mesma peça e de não passar pela tortura das filas e empurrões, que são a antítese do luxo. Se é fast fashion é para ser baratinho, ponto final.

3 - Calçado e marroquinaria

Este é sempre o aspecto 
que geralmente compensa um investimento maior e o calcanhar de Aquiles nestas marcas. Mind you, há coisas compensadoras em pele na Zara a nível de sapatos (para não falar nas lojas mais mid-range da Inditex, Uterqüe e Massimo Dutti) e calçado de festa em cetim aceitável em sítios como a Parfois ou a Mary Paz (sejamos honestas: sapatos de cetim são sempre frágeis. De Zara a Prada, desde que o molde seja estável, não há uma diferença abismal dos mais exclusivos para os mais modestos). Mas também há muitos sapatos pesados, mal desenhados ou de material inferior em algumas cadeias, para não falar nas carteiras. Modere-se o entusiasmo (faça as contas ao que poderia comprar se investe com muita frequência em pares a cinquenta euros) e não aceite nada que pareça duvidoso só porque é engraçadinho.


4- Vigilância
Acompanhar a par e passo (e fazer wishlists...e partilhá-las no blog ou redes sociais...) cada novidade dos lookbooks destas marcas pode ser mau para a ansiedade, para o guarda roupa e para a carteira. Primeiro, porque o barato sai caro: como foi dito atrás, os meios empregues em frequentes compras "acessíveis" ao preço de colecção podiam ser canalizados para aquisições que vai usar para sempre. A partir de certa altura da vida, convém ter algumas coisas de melhor qualidade no armário. É um sinal de maturidade de estilo, além de saber bem usar algo mais exclusivo uma vez por outra. Segundo, porque é impossível (e desnecessário) acompanhar o ritmo dos constantes lançamentos. Vai haver sempre alguma coisa que lhe parece mais interessante do que aquelas que já comprou. Para contornar isso, é bom prestar atenção apenas ao tipo de peças que colecciona (pessoalmente não resisto a um sheath dress bonito, seja de que marca for) ou de que realmente precisa. Outra dica é, se algo lhe interessar, experimentar logo: por vezes é uma desilusão.

5 - Casacos
Não quero dizer que não apareçam bons agasalhos destas marcas - um dos meus anoraks preferidos é um da Zara, encarnado, que para ali anda desde o liceu  fartinho de ser usado mas tão impecável como no primeiro dia em que o trouxe e não fica a dever nada a outros colegas com mais pedigree. Mas foi uma sorte: muitas vezes, não compensa comprá-los antes dos saldos. Atenção também ao corte (alguns só parecem bem no manequim) ao material exterior (muitos tendem a ganhar borboto) e ao forro (se um casaco está barato e é de lã, pode ser boa ideia mandar-lhe trocar o forro sintético por um natural e mais durável). Em todo o caso, um sobretudo é um investimento sério e mais vale ter um bom do que três medianos, por isso pense bem.

6 - Costuras
Isto já é mais raro acontecer, mas por vezes há desgostos - especialmente em certos vestidos. Claro que não se espera uma qualidade de griffe, mas ninguém quer andar na rua com a saia descosida de alto a baixo ou com botões a saltar!
 Verifique bem estes aspectos antes de sair da loja - principalmente em outlets. 

7 -Destempero

Em tudo é preciso equilíbrio: ponderar se as compras periódicas nestas lojas estão a acrescentar algo de bom ao seu visual ou pelo contrário, se ter demasiada quantidade lhe está a atrapalhar o estilo e a arrumação. Se não se sente culpada quando sai do centro comercial, óptimo: está a usar a fast fashion a seu favor. Caso contrário, pode estar a cair num vício de estilo. Para o remediar, uma boa técnica é pensar nas peças de que realmente necessita (uma carteira boa, uma gabardina clássica) ou em compras mais luxuosas que gostaria de fazer, e elaborar uma lista. Mantenha-a presente e passe a poupar para esses artigos - ou a procurar uma forma de os adquirir com um bom desconto.











1 comment:

maria madeira said...

Já tentei mais do que uma vez entrar numa H&M e saio sempre sem comprar nada. Não consigo gostar de nada. Dou a volta à loja mais do que uma vez, vejo tudo com olhos de ver e... nada me atrai. Mas ao ver tantas mulheres por ali às compras fico sempre a pensar que o problema só pode estar em mim. É a pura das verdades, no meu roupeiro ninguém encontra nada da H&M. Já na Zara compro algumas coisas. Não serão muitas, mas compro. Quem acaba por ganhar com esta minha atitude é a Mango, a Lanidor e a Globe. Sou cliente destas três lojas há muitos anos, para além de outras, obviamente, mas a estas três sou fiel.

:)

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