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Tuesday, February 10, 2015

Tem imensa roupa... e anda sempre com o mesmo? Acabe com isso!


Esse é um "drama" muito comum que acontece por falta de organização do armário e resulta no pior de dois mundos: espaço atafulhado e nada para vestir.

 Caso isso lhe esteja a acontecer e vá para a rua sempre na mesma, como as personagens de certas bandas desenhadas, o remédio é encarar a realidade: ou bem que se é espartana, poupando  dinheiro e espaço (nada contra o belo "uniforme")  ou então tem muita roupa, acessórios e sapatos, mas tira partido dessa variedade! 

Se apesar de comprar muito não se aventura na arca das trapalhadas em que o seu guarda roupa se tornou, a única solução é tirar um dia (ou vários) para encarar o problema de frente. 

 Mas como este pode ser um processo confuso (afinal de contas, a acumulação não aconteceu de um dia para o outro) vamos por partes:

1 - Dê um prazo a si própria para decidir: ou passa a vestir regularmente tudo o que tem em casa, ou doa/vende o excesso e fica só com as coisas que de facto utiliza. Sem meios termos!

 2 - A única forma de enfrentar o "papão" é mesmo atirar para cima da cama, cadeiras e charriots TUDO o que está no guarda roupa. De preferência, tudo de uma vez - esvazie prateleiras, gavetas e varões, caixas e caixinhas e espalhe o mais que puder, para ficar tudo bem visível. Vai parecer que passou a revolução francesa nos seus aposentos, mas se cair na mentira piedosa "vou primeiro limpar esta estante e depois passo aos cabides" o mais certo é adiar para o dia seguinte e depois ter preguiça ou surgir algo mais urgente. Se não tiver como circular na divisão, não terá outro remédio senão acabar a tarefa. Além disso, vendo as coisas desdobradas e expostas fica com outra consciência do que existe e do que lhe falta.

3 - Aqui entra o procedimento que todas conhecemos: separar aquilo que ainda quer do que já não serve/precisa de arranjo/ nunca usou/está velho/não é o seu estilo. O mais certo é, nesta fase, reparar que tem vários skinny jeans pretos todos iguais - ou outros básicos que compra em série - alguns ainda com etiqueta, mais um vestido fantástico que até comprou para o casamento da sua prima Mariazinha mas os noivos zangaram-se à própria da hora e lá ficou mais um mono guardado, etc, etc.

4 - Depois de pôr de parte o que está pronto a usar e de colocar em sacos ou caixotes a roupa que espera que volte a servir (para arquivar na cave) e a roupa que vai fazer outras pessoas felizes, vem a etapa dolorosa: experimentar aquelas dezenas de casaquinhos, blazers, calças e vestidos mistério que nunca usou ou usou uma vez há não sei quanto tempo e que hesita sempre em vestir porque não faz ideia se ficam bem ou mal. O que servir, fantástico! O que não está a 100%, mande alterar. No final, terá realmente um guarda roupa novo...ou no mínimo, um bom começo.

 5 -  Finalmente, se depois de avaliar o que sobrou continua a achar que tem de facto motivos para escolher sempre as mesmas peças, reflicta: estará a sofrer de um complexo "muitas guloseimas e poucos nutrientes" em termos de traje? Sem básicos fiáveis, nada se faz. Ou pelo contrário, se abusa dos básicos (vestidinhos pretos, jeans, t-shirts) e o que tem é de boa qualidade, talvez seja altura de parar de os comprar com tanta frequência e eventualmente, investir em algumas peças para actualização ou em acessórios um pouco mais luxuosos que dêem o upgrade necessário ao seu visual.

6 - Resta voltar a arrumar tudo com critério - tendo o cuidado de guardar à frente as peças usou menos. Não precisa de abandonar o seu "guarda roupa cápsula" com o querido casaquinho, as calças favoritas e as botas que adora, mas dê-lhes o merecido descanso e aproveite a ocasião para criar outros coordenados.

2 comments:

Paula said...

Parece tão fácil, não é?
vidademulheraos40.blogspot.com.

Imperatriz Sissi said...

É moroso, mas libertador :D

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