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Saturday, March 7, 2015

A bela espia



Em 1965, o Chicago Tribune publicava o triste romance de um antigo agente infiltrado dinamarquês, Bjorn, que não conseguia esquecer a missão que fora obrigado a desempenhar no já distante Natal de 1944: seduzir e capturar Jane Granberg, compatriota sua que operava na Suécia ao serviço da Gestapo.

 Para ser bem sucedido na sua missão, Bjorn fingiu-se apaixonado por Jane - o que não era difícil já que ela era uma linda ruiva cheia de vida, que deixava os homens embasbacados. Não se sabe se ela realmente gostou dele ou se estava apenas interessada nas "rotas secretas de fuga" para a resistência dinamarquesa que ele ia casualmente mencionando a cada encontro romântico.

Finalmente, Bjorn propôs a Jane que fugissem juntos... e ela, ou por amor ou no intuito de levar aos nazis uma valiosa informação, mordeu o isco. Uma vez fora das portas da cidade, apanharam um barco para longe de águas suecas, onde os companheiros de Bjorn executaram Jane. Ela não chorou, não ripostou nem implorou pela sua vida. O romance de espionagem e a carreira da bela agente acabaram ali, mas Bjorn nunca esqueceria Jane e viveria para sempre assombrado pelo que tinha sido obrigado a fazer. 

"Que rapariga extraordinariamente corajosa. E que maneira terrível de lutar numa guerra! Preferia ter sido um soldado no campo de batalha" confessou aos jornalistas, quando era já um comerciante estabelecido, casado, pai de filhos e uma sombra de si próprio.




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