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Thursday, March 12, 2015

Mães, avós, ou...grilos falantes?

A programação estilística das mães, avós e outras figuras maternais uma coisa profunda, quase freudiana. Haverá mulheres que conseguem sacudi-la (para o bem e para o mal) ou rebelar-se, mas é difícil- principalmente quando a influência foi boa.




Quer na apresentação, quer nos modos, sempre me foram transmitidas certas regras que seria difícil deletar, ainda que quisesse. Cada mulher terá as suas, mas as minhas passaram por cuidado com o blush que és muito branquinha, calçado raso de ar masculino só em casa - e mesmo sabrinas é um sarilho para passarem na "censura", costas sempre direitas, olha como caminhas, sai do sol e uma atenção criteriosa a roupa que pareça "interessante" mas duvidosa em termos de estética clássica. 

Misturar padrões jamais e o colour blocking é para ser encarado com um grande grão de sal, por mais que eu mostre lá em casa coloridas inovações de street styling, ainda que no espírito eu não usaria, mas está giro. Ficou enraizado e nada a fazer...

 Mas por vezes atrevo-me de maneira mais descontraída a uns pequenos assomos de rebeldia. Ontem, cansada de andar que até fazia impressão, decidi calçar ténis sem ser só para ir ali abaixo à loja e dar uma volta até ao Largo de Camões. Nada de especial, mas de ténis, com um top knot e de cara quase lavada, deliciei-me a pensar que nem a minha avozinha me reconheceria...

 Pois bem, estava à porta da Igreja, nem mais, e a sola de borracha escorrega num degrau. Faux pas de quem não costuma usar calçado desse na cidade e está mais habituada aos saltos, ou foi o demo que me empurrou? Não caí, mas no esforço de me segurar fiquei abalada das costas.

  Voltei dorida e a pensar de mim para mim se seria obra do Tinhoso, que não gosta de lugares sagrados, ou castigo por desobedecer às regras de estilo da famiglia. A consciência pesada nunca nos deixa, é o que é...




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