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Wednesday, April 29, 2015

8 dicas contra maus momentos



De fases menos boas ninguém está livre - um mau momento profissional, uma crise grave num relacionamento, uma injustiça...são ocasiões tristes que sucedem aos melhores. Há que procurar a consolação pensando que nada é estanque na existência e que pelas próprias leis da natureza, a Roda da Fortuna gira constantemente. E quando possível, rir da situação - às vezes quanto mais desgraçada a circunstância, mais cómica se torna. Mas enquanto os ventos não mudam, há pequenos "remédios" que estão na mão de cada um...

1 - Atire-se ao exercício: pode parecer um cliché, com toda aquela história das endorfinas e bla bla bla, mas três coisas são inegáveis: primeiro, como diria o Dr. House, a melhor forma de atenuar uma dor é sentindo outra: enquanto aguenta as dores nos músculos das pernas, braços, etc, esquece-se das dores de alma. Segundo, já que tem problemas, ao menos que lhes faça frente com um corpo bonito; e terceiro, no final estará tão exausta (o) que não lhe sobrará energia para pensar no que a (o) atormenta.

2- Evite a "murmuração": esta palavra é cada vez menos usada no sentido bíblico  - ou seja queixume, lamúria, desanimar-se a si mesmo (a) e aos outros com reclamações amargas. Desabafar é   saudável e justo, mas enterrar-se num rosário de queixas constante, estilo velha rezingona, é cansativo e não produz nada. Isto inclui reclamar nas redes sociais - dificilmente alguém virá em seu auxílio por causa disso, mas as pessoas maldosas ficarão contentíssimas por saber do mexerico.  A vida é cheia de contrariedades, já se sabe: está na mão de cada um  enfrentá-las com sangue frio, serenidade e elegância. 

3- Arme-se de paciência (e tampões para os ouvidos) : a verdade é que família e amigos, com a maior boa vontade, vão fazer tudo para ajudar a resolver o problema. Se gostarem mesmo de si, não descansarão até o assunto estar ultrapassado o que por sua vez, também é um factor de stress para eles...e para si! O pior é que na ânsia de socorrer podem entrar em modo pelo bem que lhe quer, até os olhos lhe tira, perguntando constantemente se já fez assim, se já tentou assado, insinuando, com a melhor das intenções, que às tantas ainda não explorou todas as possibilidades (quando estão fartos de saber que já se virou do avesso) ou que fazer cozido é que era boa ideia, mesmo que essas sugestões lhe agradem tanto como atirar-se a um poço ou sejam um perfeito disparate. 

Uns acharão que da discussão nasce a luz e que um brainstorming diário é o caminho para encontrar a solução mágica - mas você sabe que massacrar mais o seu pobre cérebro vai fazer mais mal do que bem - para não falar de quem acha que o que lhe está a fazer falta é um abanão psicológico ou ouvir umas verdades a ver se acorda. Faz tudo parte do processo. Relativize.

4 - Faça alguma coisa simpática por outra pessoa (ou pelos animaizinhos, of course): há sempre um amigo, conhecido ou perfeito estranho em piores circunstâncias. Desviar-se um bocadinho do seu caminho para ajudar não só a (o) vai distrair dos seus próprios problemas como lhe devolve a noção de que tem algo de valioso a oferecer aos outros e algum poder para modificar ou aliviar a realidade, por pouco que seja. E claro, para quem acredita nisso, é sempre melhor acumular uma bagagem de boas acções. What goes around comes around.

5 - Cuidado com mudanças drásticas: cuidar da imagem e/ou mudar de cenário é o melhor que se pode fazer face a um desgosto ou contrariedade, mas faça-o suavemente. Mudar de casa/país sem que isso seja realmente necessário, aderir a uma "seita" ou terapia exótica ( "milagres" fáceis são sempre de desconfiar) pintar a sala de roxo, começar um relacionamento porque sim, fazer uma tatuagem, cortar radicalmente o cabelo ou agir de forma totalmente oposta aos seus hábitos e valores não só pode acrescentar mais problemas como, quando tudo voltar à normalidade, a (o) fará pensar "onde é que eu tinha a cabeça'"? Quando tudo está confuso, cuidado com as "novidades".

6 - Se puder faça compras...mas cuidado. Oscar Wilde disse "as mulheres sem graça choram, as mulheres bonitas vão às compras". Uma pequena consolação material pode ajudar a ultrapassar um dia difícil, embora seja mais um penso rápido do que um remédio. Não compre por impulso, no entanto: fique-se por pequenas coisas ou, se quiser e tiver possibilidade oferecer um presente mais significativo a si própria (o) invista em algo que possa pagar de uma assentada, que esteja na sua lista de desejos há muito tempo e/ou que lhe dê jeito a longo prazo. Um curso, uns sapatos de confiança, um bom casaco, etc.

7 - Limpe o seu  quarto e o armário: e comece pelas peças que lhe trazem más recordações. O vestido de que até já nem gosta e que usou "naquele" encontro com o malvado do seu ex, o fato que vestiu naquela apresentação desastrosa no seu antigo emprego (e que até não era tão confortável como isso) etc. Continue com o processo normal de pôr de parte o que já não lhe fica a matar (venda, ofereça, doe) e o que nunca usou e para lá ficouConsidere também desfazer-se de livros, postais, contratos, retratos e bugigangas que lhe recordem pecados esquecidos. Muitos sistemas de crenças defendem que é preciso criar espaço físico em casa para que coisas novas e positivas surjam para preencher o vazio. Não posso jurar, mas no mínimo é libertador e ficará com a casa muito mais arrumada; além disso, não andar sempre a tropeçar em tralha que já não usa é um tremendo alívio. Até pode estar em baixo, mas de desorganizada (o) ninguém a (o) pode acusar!

8 - Obviamente, peça ajuda: terapeutas certificados, sacerdotes, advogados (consoante o caso) mentores e amigos sinceros existem para essas coisas. Carregar o peso do mundo nos ombros sem necessidade não é heroísmo, é teimosia.



2 comments:

colibri esverdeado said...

Sempre tão interessantes os teus posts e tão diferentes do que vejo por aí, tão bem escritos e cuidados... Sempre que venho espreitar nunca me desiludo! ;) Beijinhos

Kaia Kakós said...

Que excelentes conselhos, Sissi! Nas contrariedades da minha vida, segui muitos destes pontos à risca e não é que funcionam? Sobretudo muita calma, muito bom senso e não agir por impulsos. O tempo provirá com as respostas necessárias. Sigam o ancestral ditado: "não há mal que sempre dure nem bem que se não acabe". Habituarmo-nos desde cedo às contrariedades e às mudanças (que nem sempre são para pior, aliás, pela minha experiência, são sempre para enriquecer e trazer coisas novas e mais gratificantes, mesmo que no momento não o consigamos visualizar) é meio caminho para sermos pessoas mais serenas e fortes.

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