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Tuesday, April 7, 2015

Christian Dior dixit: a fórmula da elegância

Donaire sem afectação; distinção sem pretensão; cuidado e disciplina, mas sem pressão nem esforço; uma combinação de aprumo  (o) e desprezo pelas obsessões mundanas; uma dignidade interior, um certo orgulho nativo, mas sem pensar demasiado em si ou de si próprio (a).

 Beleza no porte, circunspecção, acompanhados de bondade e serenidade; eficácia e simplicidade; sofisticação desobrigada, que se vê nas pequenas amabilidades e na diplomacia em situações constrangedoras; pensar nos outros primeiro, não incomodar, fazer-se leve, adaptar-se aos meios e às ocasiões; não se melindrar por coisas mesquinhas, que é sinal da única superioridade que importa; reserva temperada por gentileza; vaidade apenas no sentido de procurar a qualidade e a harmonia estética; um certo requinte, mas descaso pela frivolidade; atenção ao detalhe, mas uma frugalidade aguçada nas maneiras, na forma, nos materiais... de tudo isto se compõe o je ne sais quois que admiramos nas pessoas verdadeiramente elegantes.

 Nas que o são sem se cansar para isso, embora ponham algum cuidado naquilo que pensam, dizem, usam e fazem; nunca saberemos se é um dom ou um sacerdócio, mas tem muito pouco a ver com as roupas lindas que se vestem ou os lugares impressionantes que se frequentam: isso é uma consequência, isso pode ser dado e tirado. Uma pessoa elegante pode ver-se privada de todas as suas belas coisas e não perder nada da sua aura. Pessoas assim são o que são, e não procuram ser mais do que isso; quando muito, têm a consciência de limar diariamente os seus defeitos, pequenos ou grandes, pois isso, e isso apenas, está na mão de cada um...o resto, que não pode ser previsto nem controlado, vem por acréscimo.

1 comment:

C. N. Gil said...

Yep...

...ferpeitamente de acordo!

Quiçá um dia não chegarei a conseguir ser elegante...

:)

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