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Wednesday, April 15, 2015

Na beleza, como em tudo, "não cries necessidades"


Esta semana reparei numa frase de alguém muito sábio: "não cries necessidades". Ou seja, de quanto menos precisarmos, melhor. Menos complicada será a nossa vida, maior a nossa paz e mais leve a rotina. 

 Isto aplica-se a tudo- tanto às questões materiais como emocionais.

No amor, seremos mais felizes quanto menos necessitarmos do outro: necessitar no sentido de desespero, entenda-se. Precisamos de ser autonomamente felizes e capazes de viver sozinhos, se queremos realmente doar-nos a outrem. Por muito sedutora que seja a vulnerabilidade e muito românticas as expansões de "não posso viver sem ti!" amor não é carência, nem pressão, nem manipulação. Nada disso é apelativo, nem gera respeito.

 Nas questões sociais, mundanas, são as pessoas menos "necessitadas", mais seguras de si (o que nada tem a ver com não ser caloroso) que atraem amizades -no entanto, não dependem delas, nem fazem depender disso a sua noção de valor. Quem é desapegado é desinteressado, genuíno, verdadeiro consigo mesmo e com os outros. Não precisa de adular, nem perde o sono pela aprovação alheia.

 Nos aspectos materiais, já se sabe - o marketing não cria necessidades, mas é exímio em descobri-las e realçá-las. Somos constantemente despertados para "precisões" que nem sonhávamos que tínhamos! Como a moda costuma ser uma das primeiras "vítimas" disso, o resultado de ceder cegamente às novidades é ter recursos desperdiçados e guarda roupas demasiado cheios que só atrapalham.

 Mas a beleza feminina é talvez o aspecto que mais sofre com este "inventar de necessidades". Na ânsia ora de ser "perfeita" - coisa que não existe, e não convém a todas porque às vezes a beleza também ganha com as pequenas irregularidades - ou de ceder a modas duvidosas, muitas mulheres procuram afastar-se demasiado da sua beleza natural. Isto prejudica a serenidade, a auto estima, o bolso e a elegância. 

 Já por aqui se disse que quanto mais próximo do seu tipo uma mulher estiver, polindo só as arestas, mais elegante será e mais "dispendioso" vai parecer o seu visual.

Chega a ser irónico: o look que parece mais "caro" é o que custa menos a manter...

 Mas muitas não pensam nisso: as que têm cabelo escuro querem por força ser louras, ou alisar  os caracóis dos seus antepassados, o que para sair bem exige recursos...e se não os houver, já se sabe o resultado "mal acabado".



  Outras procuram alterar o seu tipo de uma forma mais definitiva, recorrendo à cirurgia estética: nada tenho contra pequenas mudanças, principalmente se forem feitas de forma não invasiva. Se um pormenor mínimo do rosto deixa a pessoa pouco à vontade, atrofiando a sua confiança...podendo alterá-lo e não pensar mais nisso, porque não? Se aquele bocadinho de celulite que não desaparece apesar da ginástica incomoda, há remédios menos drásticos, como a lipo-aspiração a laser. Mas que seja feito uma vez e pronto; o resto dependerá da disciplina. 

O constante mudar disto, acrescentar aquilo, fazer não sei quantas massagens e injecções por mês, etc...é um permanente criar de necessidades. Como ficariam se, por qualquer razão, se vissem privadas desses "cuidados indispensáveis"?

 Podemos ainda falar das que não saem de casa sem aplicar todas as regras do contouring: uma maquilhagem leve já não lhes basta, e Deus nos livre que a cara metade as surpreendesse "de cara lavada"...

Os cuidados são imprescindíveis, certo; é sabido que nenhuma beldade famosa acorda maquilhada, photoshopada, com um brushing perfeito- os artigos invejositos à volta do #iwokeuplikethis encarregam-se, constantemente, de nos lembrar disso.

  Mas essas rotinas devem ser leves de manter: fáceis de cumprir todas as manhãs. Quanto menos necessidades de beleza uma mulher tem, mais bela é.



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