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Saturday, April 4, 2015

O meu irmão dixit #2: seitas de cosméticos


O meu querido irmão daria um blogger muito melhor do que eu. Além de escrever muito bem, entre os rasgos de bom senso e as tiradas acutilantes... é cada pérola!

Mas como se recusa terminantemente a tal coisa (mesmo a escrevinhar um "guest post" aqui no Imperatrix)  tenho de me contentar em reproduzir uma por outra. É pena porque ele seria uma bela contraparte minha, mas a falar de coisas como muscle cars. Imaginem uma versão masculina deste blog, atrevendo-se a bradar não contra as Bimbies, mas contra carrinhos de família super fashion (e ecológicos! e com mudanças automáticas!) do estilo Porsche Cayenne, esse sacrilégio que não faz sentido nenhum.

 Ou a dizer que o futebol, o desporto rei, é uma coisa com a mesma dignidade de compra e venda de gladiadores (já aqui vos falei das nossas intermináveis discussões sobre romanos, que desaguam em comparações dessas...). Tenho um Jeremy Clarckson em casa, em versão um bocadinho mais discreta.

  Se sei estas coisas dos snobismos de quatro rodas, que me deram muitíssimo jeito recentemente durante uma apresentação de carros de luxo onde devo ter sido das poucas marketeers de saias a saber de antemão quase tudo o que ia ser dito, a ele o devo, embora eu não torcesse o nariz a um Porsche Cayenne (é fácil de conduzir e alto o suficiente para eu ver o que se passa e estar fisicamente acima dos brutos que fazem ultrapassagens perigosas; o dandismo automóvel que se dane).

 Ora, está-se mesmo a ver que vendas agressivas, tipo seita dos colchões e dos batidos, são coisa que lhe fazem ferver o sangue tanto como a mim. 

E, maçadíssimo por ver tanta gente que até aqui era razoavelmente normal aderir a uma dessas marcas de cosméticos de venda directa hiper motivadoras, que põem os seus fiéis a bombardear incessantes frases de auto ajuda no Facebook acompanhadas das recompensas supremas para os que seguem e espalham a sua palavra, tudo feito com uma eloquência e devoção de deixar a um canto o mais agitado Pastor da América Profunda, sai-se com esta:


 «É que estes, em vez de investirem em publicidade e pontos de venda...investem em melgas! E depois fazem-lhes uma lavagem ao cérebro com frases do estilo "desistir é para os fracos!". Pois..."consegue o que tu queres"...a vender bâtons. »

Nem digo mais nada...


1 comment:

C. N. Gil said...

O Porsche Cayenne é mesmo uma estupidez desnecessária! Aliás, como o Richard Hammond diz, um gajo quando entra num stand da porsche devia chegar ao pé do vendedor e dizer "Eu quero um carro" e a resposta deveria ser "De que cor?", porque qualquer outro porsche que não o 911 é desnecessário.

A compra e venda de gladiadores tinha muito mais dignidade que o futebol. As lutas também eram mais interessantes, porque tinham de comer mesmo a relva (ou no caso o pó da arena) senão... Poucas coisas há que sejam tão desinteressantes para mim como ver 25 gajos a correr atrás de uma porcaria esférica num rectângulo verde!

Quanto ao resto, nem sequer registo a existência... LOL

:)

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