Recomenda-se:

Netscope

Saturday, April 11, 2015

Professor Robert Maistriaux dixit: quando beleza e galantaria são virtude

Amal Alamuddin: séria, sim. Monótona? Nem por sombras.


" (...)  certas mulheres julgam fazer obra de virtude arranjando-se horrivelmente. Isso é, antes de mais, uma falta contra a Beleza e a Graça (...). Mas terão essas nobres almas tido o cuidado de consultar o marido e assegurar-se de se ele concorda ou não com tal maneira de vestir? Não se admirem se ele andar seduzido pelos encantos de uma desconhecida.  Vestir-se com gosto e elegância não é um defeito, pintar-se não é condenável (a não ser que o resultado seja, esteticamente, lamentável) (...) . Os únicos limites que é preciso não transpor são os do excesso..."


Ao pôr em dia as leituras dei-me com um texto dos anos 1960 deste autor belga, que me pôs a pensar sobre um tema que temos analisado várias vezes por aqui.

 Quando se fala em aspectos como "elegância", "classe", "discrição" ou "sobriedade" no vestuário, muitas mulheres fazem de imediato (sem ofensa) o raciocínio de Julia Robers em Pretty Woman: nada muito espampanante nem muito sexy... conservador, logo aborrecido.

 Por isso, ao tentarem "polir" o visual (seja por razões profissionais, pessoais, espirituais ou porque querem dar um ar mais "clássico" à sua pessoa ao começarem um relacionamento estável) fazem-no com pena, como se fossem abandonar para sempre a feminilidade, e/ou com extremismo, transformando-se numa caricatura.

 Há não poucos casos de raparigas que tendo certa má reputação (e mau gosto, sejamos objectivos) em solteiras procuram compensar adoptando um visual de "matronas" demasiado pesado para si uma vez casadas. 

Ou de mulheres que tinham um look "alternativo" e ao ingressarem numa carreira mais tradicional (advocacia, banca, etc) se cingem aos fatos mal cortados. Para não falar nas devotas, que confundem "modéstia" com vestir à maneira dos Amish (o que não faz sentido para quem não é Amish).

Inès de La Fressange
 Para não falar nas mães que acham que a maternidade santifica tudo, até o desleixo...fiando-se no sentido de dever do marido, esquecendo que a galantaria, a sedução, o impulso de agradar são o cimento de uma união feliz, e que o casamento é apenas o princípio do romance e não o fim...

Para muita gente, ser "séria", estar "formal" ou "vestir de forma elegante" implica ser sem graça. Nada mais longe da verdade!

Princesa Ameerah Al Taweel

 Mulheres como a Princesa Ameerah, da Arábia Saudita (e nota bene, estamos a falar de uma princesa, papel que tem exigências muito particulares, casadíssima e muçulmana devota ainda por cima) provam que a virtude e a elegância - bem como o profissionalismo - têm tudo a ver com feminilidade e graciosidade, mas nada com sensaboria.

 Apenas é preciso bom senso e vigilância para distinguir o que é adequado a cada sítio e ocasião bem como à figura, estado e idade de cada uma. Evitar o excesso tanto no aspecto de "dar nas vistas" seja pela sensualidade e  ostentação como no tempo e recursos que se consomem na toilette...

A gravidade e aprumo que certas condições na vida exigem devem ser a motivação para um look "honesto", como dizia Eça de Queiroz: de qualidade, eficaz e refinado. O que não rima com monótono, nem sem sal, nem desleixado...




No comments:

Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...