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Friday, May 8, 2015

7 pecados contra a elegância


Independentemente do estilo pessoal e das tendências do momento, há aspectos que traçam a linha entre um look inspirador e um visual duvidoso. Não importa se a inspiração de cada uma é Grace Kelly, Françoise Hardy, Debbie Harry, Carine Roitfeld, Taylor Swift ou Beyoncé, estes sete pequeninos hábitos  põem em causa a beleza e a elegância, logo há que fugir deles.

1 - Dormir maquilhada

Lá diziam as avós japonesas: "uma pele bonita depende da limpeza, não da maquilhagem". Quanto à minha, sempre insistiu que a educação de uma menina se via na pele. Os tutoriais no Youtube e certas celebridades criaram uma verdadeira mania de experimentar tudo; mas o pior vem à noite, para desfazer o trabalhinho...e depois vemos raparigas novas com uma cútis estilo camponesa da China Comunista. Nada denuncia tanta falta de delicadeza e feminilidade como uma pele grosseira e pouco luminosa. Por muito cansada que se esteja, não há desculpa para não passar pela cara uns toalhetes de óleo de amêndoas doces, ao menos.

2 - Abusar da maquilhagem

Repetindo  que foi dito acima e o que foi dito aqui sobre o assunto: é muito engraçado brincar com o contouring e outros truques, mas nenhuma maquilhagem "de palco" ou de estúdio fica elegante fora desse contexto. Se não se consegue criar um look natural, o melhor é usar menos produtos até dominar bem a técnica e cingir-se a um bold lip ou outro make mais democrático.

3 - Amarrotar a roupa ao fim do dia

 Roupas bonitas exigem cuidados. Algumas é mesmo melhor serem tratadas na lavandaria e já se sabe a virtude de uma boa maquineta a vapor. Mas em todo o caso, despi-las a trouxe-mouxe (principalmente malhas delicadas, casacos e calças) e lançá-las para cima de uma cadeira não é política para as conservar, nem mesmo para as manter decentes entre utilizações (no caso de sobretudos e saias, por exemplo). Essa atenção tão simples é uma das  razões para algumas mulheres parecerem imaculadas enquanto outras, usando a mesmíssima coisa, têm sempre um ar menos polido. As peças, mesmo que se lavem de seguida, devem ser dobradas suavemente e/ou colocadas num cabide a arejar, para recuperarem a forma e perderem qualquer humidade.

4 - Usar muitos artifícios (e pior, não os conseguir manter)

Sobre o "menos é mais" já se falou imenso por aqui. Se pensarmos nas mulheres mais elegantes de todos os tempos, nenhuma abusava de looks muito elaborados. Não só uma panóplia de "postiços" (unhas, pestanas, lentes de contacto, extensões, uma cor de cabelo muito oposta ao natural, etc) polui o visual e afasta demasiado a pessoa do tipo com que nasceu - que é quase sempre o que lhe cai melhor - como é, pela lógica, muito difícil de manter. Mesmo quem prima por um estilo alternativo terá um visual com mais impacto se não complicar muito a produção (e.g: se gosta de tatuagens e cabelos às cores, poderá escolher roupas dentro do seu género, mas mais minimalistas). Façamos contas: ainda que haja tempo e meios para isso, se usar extensões de cabelo, nail art, permanentes de pestanas, extensões de cabelo, alisamento, coloração, bronzeamento artificial, etc, etc (já estou cansada e não é nada comigo!) e ainda um outfit cheio de fru-frus, alguma coisa há-de ficar para trás. Pior do que um visual com muita coisa, só juntar-lhe  cabelos a denunciar falta de cuidado, sobrancelhas a despontar, and the like.


5 - Cabelão à "Rosy Sheila Priscila"


Sem ofensa  -  mas uma rapariga pode usar couture, acompanhar isso com uns sapatos Jimmy Choo, estar super bem maquilhada...e dar na mesma uma imagem de dançarina de funk carioca ou estrela de cinema adulto se usar o cabelo demasiado comprido (possivelmente com "megahair") e esticado como se um cilindro de alcatrão tivesse passado por ele, com as pontas espetadas. Se for demasiado preto/louro ou com madeixas mal feitas, pior se torna. Don´t get me wrong, sou totalmente a favor do cabelo longo - mas vá, estilo Giselle Bundchen ou para quem gosta de extremos, O Senhor dos Anéis. A não ser que se seja oriental, índia ou por algum antepassado remoto se tenha nascido com o cabelo extra liso, é melhor manter algum movimento (que cai bem melhor em feições europeias). Apará-lo um pouco e sobretudo, não o carregar de produtos que o deixem com ar sujo e passado a ferro pode fazer a diferença entre o bom ar e o desastre.

6 - Fazer questão de usar brincos muito grandes

Usar (ou não) brincos e de que tipo depende das tendências e do gosto de cada uma, mas é sempre mais seguro reduzir os berloques e de qualquer modo, grandes penduricalhos nas orelhas não são o primeiro acessório que vem à mente quando se pensa em elegância. Estou para aqui a meditar e não me ocorre nenhum ícone de estilo que fizesse disso imagem de marca (Madonna usou-os nos anos 80, mas os anos 80 foram como Las Vegas, o que lá se passou não conta). Há uns anos as argolas finas e grandes eram um acessório aceitável para quem gostava de um visual clássico e preppy, mas entretanto descaracterizaram-se e passaram a estar associadas a outro tipo de imagem. 
 De qualquer modo, não é impossível usá-los como apontamento uma vez por outra- com um vestido de noite, uns brilhantes em forma de gota podem ficar muito bem (nesse caso, prescindindo de outras jóias) - ou associados a um look hippie chic/boho. Isto porque com ponchos, túnicas, vestidos longos e outras peças soltas, uns brincos étnicos e longos misturam-se no todo. Com roupas reveladoras e justas, pelo contrário, remetem para...enfim, uma imagem menos recomendável.


7 - Fazer do dia a noite, e da noite o dia


Este ralhete do meu avozinho aplica-se a muitas mulheres por aí: fazem do dia a noite e da noite o dia! Ou seja, não lhes custa nada  ir à baixa com um vestidinho preto curto e sapatões ou vestir um casaco com aplicações douradas só para dar um pulo ao supermercado. No entanto, para sair, ou num evento especial, são incapazes de obedecer ao dress code. Se for preciso, aparecem de jeans (provavelmente com bordados e brilhinhos, mas não deixam de ser jeans). Embora as regras do antigamente já não se apliquem com tanto rigor e haja algumas mulheres com estilo suficiente para usar uma peça brilhante durante o dia sem que isso fique mal, não é a opção mais segura, nem para tentar à pressa; não fica bem a toda a gente e definitivamente, há ocasiões para tudo. E claro, mesmo para eventos especiais há roupas adequadas ao horário. Casório ou festa não significa automaticamente lantejoulas!


3 comments:

Inês Sousa said...

Acredito que há muito boa alminha que consegue cometer estes 7 pecados capitais ao mesmo tempo. Basta ir a um hipermercado ao fim de semana e o que se vê mais são personagens de vestidinhos curtos com brilhos, sapatões medonhos, brincos XXL, kilos de maquilhagem, extensões, unhas de gel, cabelos "loiros de bairro" ou pretos graxa lissimos e compridissimos e aposto que dormem com a cara borrada e têm a roupa em pilhas. Acho que faz tudo parte de um mesmo universo.

Imperatriz Sissi said...

Bem visto. Não tinha pensado na hipótese de uma desgraça tão grande, mas é o mais provável. Até porque as mulheres que vestem assim parecem todas iguais...parece um povo à parte.

Encalhada said...

Este exagero no vestir e na tralha toda de artefactos que esta gente carrega junta-se, muitas vezes, à falta de cuidados essenciais mas que, por não darem nas vistas, são completamente descurados. Embirro com maquilhagem aos quilos mas dentes em mau estado (ou a falta destes...), embirro com base cor-de-laranja-com-efeito-linha-no-queixo em vez de um bom hidratante que chegue até ao pescoço, embirro com bijuteria a chocalhar em vez de menos acessórios mas em bons materiais (é a minha opção, raramente uso pechisbeque e garanto que sai mais barato ter menos peças de boa qualidade que duram e não passam de moda), embirro com as detestáveis unhacas-de-gel-casca-de-amêijoa em vez de unhas curtas em mãos bem cuidadas no seu todo (Kate Middleton é o meu melhor exemplo neste aspecto: mãos maravilhosas e simples), embirro com cabelos baços, carregados de tintas e de pontas espigadas - prefiro um bom corte, e mesmo que os cabelos brancos apareçam são mais bem-vindos que as malditas pontas e a falta de brilho e de cuidado muitas vezes evidentes.

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