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Thursday, May 28, 2015

Afinal, fica uma breve resenha dos Globos de Ouro

Após ter publicado este texto a propósito dos Globos de Ouro, alguns amigos aqui do Imperatrix comentaram comigo que tinham pena de eu não ter dado a minha opinião acerca das toilettes.

 Assim, vou mencionar apenas aquelas que me agradaram. Já se sabe que por cá ainda se nota por vezes alguma inexperiência nestas andanças, com os costumeiros vestidos "de cerimónia" que parecem comprados nas boutiques
 p´ra casório,  e outros tantos erros de fitting (que como temos visto, também acontecem "lá fora", e em eventos com obrigação para fazer melhor). Nota-se ainda, talvez, um certo descaso, como quem diz "afinal, estamos em casa".  Não deixa de haver nisto um pouco de  razão, porque esforçar-se em demasia também é sinal de pouco mundo, mas é preciso não cair no desleixo; há que cumprir com esmero o que manda o figurino. Uma ocasião especial é uma ocasião especial! Talvez urja criar mais umas quantas, ressuscitar certas tradições para dar às portuguesas a oportunidade de se exercitarem. 

Todavia, não esqueçamos um pormenor importante: embora a moda portuguesa falhe em muitos aspectos, a criação de vestidos formais não é um deles. Penso mesmo que se os criadores lusos se quiserem destacar internacionalmente, poderiam começar por destacar esse ponto forte. 

 Independentemente da nacionalidade dos vestidos, vejamos então as convidadas mais elegantes:

Soraia Chaves: preferia um decote mais definido,
mas gosto do formato em V e do facto de ter escolhido um modelo com volume e uma cor forte,
que foge ao típico "tons nude ou encarnado". É uma das mais belas mulheres do nosso país e definitivamente, os looks apagados não são para ela.


Oceana Basílio: outra menina de presença magnífica. Não acompanho o seu trabalho na televisão, mas 
capta-me sempre a vista em eventos destes. Gosto da cor e a execução do vestido é impecável. O penteado também está muito bem conseguido: é raro um apanhado não tirar metade da beleza da mulher, mas aqui não é o caso. Só trocava o cinto, já muito visto, por algo a imitar uma peça da Roma antiga, ou coisa semelhante.


Victoria Guerra: uma das nossas actrizes mais elegantes e que ao que tenho visto, prima por um certo toque "bon chic bon genre" em tudo o que usa. Este vestido clássico  não é excepção: excelente modelagem e nota-se que foi ajustado devidamente. Less is more.



Cláudia Borges, Storytailors: é certo que os corpetes e o traço da casa já não são novidade, mas nem só de novidade vive a elegância. Pessoalmente, eu prefiro criadores com uma assinatura forte. Não morro de amores pelo branco aqui, falta ali alguma coisa em termso de styling, mas tanto este como o outro modelo em preto e tons de fogo que foi muito criticado, são acima de tudo vestidos magnificamente feitos e provados ao milímetro em quem os vestiu. That´s good enough for me.

Cláudia Vieira, Carolina Herrera: o vestido não é um espanto - Carolina Herrera tem criações mais favorecedoras, mais surpreendentes. Uma manga mais curta e um decote um pouco mais desafogado dariam outra nitidez ao look. Mas ainda está para nascer uma mulher que apareça mal vestida quando escolhe Carolina Herrera. 


Diana Pereira, Elsa Barreto: muito bem. Modelagem e fitting perfeitos, com o vestido a realçar curvas femininas. Muitas modelos optam por vestidos demasiado estreitos, o que pode resultar um pouco sem graça; este acrescenta aquele "oooomph", o que é refrescante de ver.


Raquel Prates, Pedro Pedro: Fiel a um look grego, quase espartano, e com a elegância de sempre. Este vestido não é para qualquer uma, mas o tecido é magnífico. Há algo de nobre e de romântico ali. Consigo imaginar Penélope à espera de Ulisses a usar isto. (Aqui entre nós, um dia destes gostaria de ver Raquel com algo do tipo Dolce & Gabbana ou Vivienne Westwood como variante, mas só porque acho que ficaria lindíssima).


Raquel Strada, Luís Carvalho: para mim, o vestido mais imaculado da noite em termos de alfaiataria. E como estou cansada de ver tons pálidos na passadeira encarnada e não sou fã de apanhados tão rigorosos no cabelo, isto diz muito. O fitting, o tecido, o styling, tudo perfeito.


Sara Sampaio, Stella McCartney: inspiração anos 30? A silhueta estreita resultou lindamente aqui. E eis outro exemplo de como se pode usar o cabelo preso sem parecer demasiado severa. A modelo tem o condão de fazer funcionar vestidos com pouco volume, sem cair na tentação dos looks coleantes. Muito equilibrado, elegante e com um bâton absolutamente certo para ela.


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