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Friday, May 1, 2015

Afinal, quem veste as calças e quem usa os saltos?



Esse parece ser o problema, a confusão, o busílis entre os sexos na nossa época de igualdade mal aplicada: os homens esquecem-se de que lhes cabe usar as calças. As mulheres, de se porem nos devidos saltos altos

Isto é como quem diz, já que se para eles o uso de calças continua a ser mais ou menos obrigatório - fora calções, kilts e outras fatiotas típicas de certas culturas -  no que toca às mulheres não é preciso usar saltos todos os dias. Mas em sentido figurado, falando em termos de atitude, nunca as mulheres deviam descer dos seus saltos, nem os homens prescindir das calças.

Decerto esta metáfora não cairá bem a algumas mentes mais abertas, mas sejamos pragmáticos...

Recentemente uma conhecida intelectual dissidente do movimento feminista dizia que assistimos a uma "crise masculina", no sentido de os homens, a quem foi retirado o seu papel tradicional, já não saberem quem são. A autora relacionava mesmo a "epidemia do jihadismo" com esse "chamado da masculinidade": "é uma ideia de que os homens ali podem ser homens e ter aventuras como os homens costumavam ter".  Afirmava também que as mulheres prescindem do seu verdadeiro poder ao encararem o sexo oposto como absolutamente igual- ou como *erradamente acham* que gostariam que ele fosse - em vez de lhe dar maternalmente o devido desconto, como as nossas avós faziam.



Esta pressão da sociedade e dos média, sugerindo que a única forma de um homem ajudar as mulheres é pensar como elas, efeminizando-se (muitos pensando que agindo assim terão mais sucesso nas conquistas) e que uma mulher, para ser bem sucedida, tem de prescindir da sua feminilidade, delicadeza e de uma certa inacessibilidade que foi o seu maior trunfo por séculos, não ajuda ninguém.

Temos homens frustrados porque já não podem expressar a sua natureza de heróis, de conquistadores (até as Princesas Disney já dispensam um cavaleiro que as salve) e mulheres exaustas porque, cansadas do seu papel independente ao fim de um dia de trabalho, gostariam de encontrar um homem em casa que as resgatasse, para variar: não alguém passivo, manhoso, com tantas delicadezas como elas, à espera que a mulher tome a iniciativa, carregue o mundo nos ombros. Muitas dão vazão a esse anseio envolvendo-se com maus rapazes ou lendo disparates do estilo as 50 Sombras, caricaturas do homem Alfa poderoso e dominador.

 Como dizia o Prince, let a woman be a woman and a man be a man! Deixem um homem pensar como um homem, com a típica síntese, e uma mulher pensar como uma mulher, com as suas subtilezas. Fazer o contrário só nos torna em imitações, em versões incompletas. Por muito que o neguem, graças a tanta lavagem mental, um homem a sério quer conquistar e uma mulher a sério, ser conquistada



Quando um homem veste de facto as calças não é um rapazinho: sabe fazer-se respeitar quer pela integridade do seu carácter, quer pela firmeza; na dinâmica de casal toma as iniciativas que competem ao seu género; é fiel, recto, de palavra e de confiança; explica-se clara e sucintamente; é cavalheiro em todas as circunstâncias e impõe racionalidade à relação, sendo um apoio seguro sem no entanto encorajar caprichos e fanicos.

A mulher que se mantém nos seus saltos altos é temperada, prudente, serena e segura de si; sabe encorajar a pessoa de quem gosta sem ser demasiado óbvia, sem se vulgarizar; não "exige" respeito, antes transmite uma aura respeitável pela forma como se expressa, se apresenta em público e traça limites firmes que a distinguem das demais. Ser feminina e intuitiva são todas as "iniciativas" que toma. Não se entrega ao wishful thinking, arranjando desculpas para um cavalheiro que não está assim tão interessado; não idealiza, não se entusiasma por um homem antes que ele manifeste sentimentos por ela. Tem tanto de sexy como de bom senso, discrição e discernimento - pois o eterno "mistério feminino" é feito de tudo isso...

Não há nada de apelativo num homem que rejeita as calças, nem numa mulher que desce do seu pequenino degrau...





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