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Saturday, May 9, 2015

As mulheres, essas santas


A frase acima, de D. Francisco Manuel de Melo, encontra eco noutra de que gosto muito "homens, tomai cuidado para não fazer uma mulher chorar: Deus conta as suas lágrimas". (Deve ser das poucas citações lacrimosas que me agradam, mas adiante).

Está certo que o que mais há por aí são mulheres de coração leve, imprudentes e que ninguém, homem ou mulher, pode jurar que nunca fará chorar as pessoas de quem gosta. Somos humanos e nenhuma afeição verdadeira é um mar de rosas. Mas quando um homem ama uma boa mulher, é amado por ela e apesar disso e não lhe poupa lágrimas escusadas (por ciúmes, por leviandade ou por mau feitio) está a cometer um grande erro. Tem tanto ele de impertinente e de senhor absoluto (que se calhar, é mais despótico em casa do que na rua, porque é fácil ser gentil com estranhos) como ela, coitada, de mártir. 


Se for extra paciente e aplicar a velha fórmula de Santa Mónica (rezar e chorar, chorar e rezar, que água mole em pedra dura, haja lenços!) talvez ganhe mesmo uma auréola. Ou lhe nasçam umas asas. Victor Hugo disse que a mulher é um anjo com lágrimas invencíveis...

 A alma feminina tem maior capacidade de sacrifício, de resistência, de aturar o intolerável, mas abusar disso é cobardia. É vontade de ser infeliz e de estragar o que podia ser o céu na Terra. O que me lembra aquele conto popular que partilhei convosco em tempos, em que um lavrador diz a outro: 

"Crê que as mulheres são santas (...) a minha chamou pelas Onze Mil Virgens e olha o estado em que me deixaram. Ainda bem que lhe deu para chamar pelas Onze Mil Virgens e não pelos Doze Apóstolos ou não estaria cá para contar a história...sempre era força de homem!".



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