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Saturday, May 2, 2015

Esforçar-se muito...ou ser gentil consigo mesmo (a)?

O anúncio da polémica e alguns dos protestos *disparatados* que se lhe seguiram

A capacidade de sacrifício, de trabalho, o empenho ao assumir uma causa ou objectivo e lutar por ele com unhas e dentes são, segundo os gurus da matéria - de diferentes credos e correntes de pensamento - a única receita certa para chegar onde se deseja. Nada é grátis; no pain, no gain. Uma vez definida uma meta há que ir onde for necessário para a alcançar, prescindir do que está em desacordo com ela, unir-se de corpo e alma à imagem daquilo que se quer, em suma: aguentar o calor ou sair da cozinha. Sem sacrifício não há amor, nem beleza, nem glória. Sem um pouco de sofrimento não só não se vai a parte nenhuma como as vitórias perdem um pouco do seu sabor. Se não estivermos dispostos a prescindir de certas diversões efémeras, a aguentar algumas noites mal dormidas, algum stress, umas quantas dores na alma e no corpo, a provar o pó das derrotas temporárias, etc...é porque esse objectivo não é importante que chegue.

 Há dias um anúncio de produtos dietéticos que perguntava "tem um corpo de praia?" foi muito criticado, crucificado quase, por muitas mulheres que, achando-se fora de forma, reclamavam que "qualquer corpo com um bikini vestido é um corpo de praia". Não deixavam de ter a sua razão (embora não haja desculpa nem para a inveja, nem para o vandalismo): qualquer corpo de bikini é um bikini body. Pode é não ser a melhor versão do dito cujo, porque a melhor versão exige...trabalhinho, mesmo a quem foi geneticamente abençoada. Ora, se estas mulheres preferiram exibir-se de bikini lá com o seu corpo pouco "pronto" para reclamar junto aos mupis do produto, é porque estar na sua melhor forma não é assim muito importante para elas. Têm esse direito, mas cai-lhes mal atacar quem prefere sacrificar-se um pouco para chegar onde deseja, para ter uma imagem mais cuidada. Sem sacrifício, não há "bikini body" estilo manequim. Quem não aguenta o calor, sai da cozinha e dedica-se a outra coisa onde o calor não faça confusão.



 Conclui-se então que é preciso conhecer a nossa "verdadeira vontade", aquilo por que estaríamos determinados o suficiente para entrar em modo "quem corre por gosto não cansa". Se calhar, as pessoas de sucesso não são mais trabalhadoras ou geniais do que as outras: simplesmente descobriram mais cedo aquilo em que não só são eficientes, como aquilo que as apaixona e as faz vibrar.

 Porém, há outra abordagem a ter em consideração - muito defendida em várias fés e em disciplinas como o Yoga - e que sem dúvida, será igualmente posta em prática por muita gente bem sucedida: ser gentil consigo mesma (o). Isto não implica a ausência de esforço, de empenho, de iniciativa, mas sim fazer uma gestão eficaz da pressão que colocamos em nós próprios. Há momentos no processo que exigem estar muito alerta, puxar os limites, ser proactivo (a). Há outros em que é permitido relaxar, baixar a guarda e deixar os acontecimentos fluir ao seu ritmo, ou - para quem crê nisso - de acordo com o destino. A persistência cega pode ser um erro e ao teimar furiosamente na táctica "insiste, insiste, bate a todas as portas, mexe-te só porque sim" podemos estar a colocar pressão onde ela não é necessária, a criar uma série de inseguranças ou a perder o entusiasmo e a alegria, que são essenciais. Bruce Lee lá dizia: sê como a água!

Talvez essa intuição, essa capacidade de saber quando usar força e repetição ou quando relaxar e deixar que Deus ajude seja o verdadeiro segredo...

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