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Thursday, May 7, 2015

"Nunca mais me ponho bonita para um encontro", disse ela.




Hoje li um artigo curioso na Marie Claire americana, que se pode traduzir mais ou menos por 
 "Desleixei-me com a minha aparência e quem me dera tê-lo feito mais cedo".

Conta a autora que decidiu estar-se nas tintas para o visual antes de qualquer encontro romântico. 

Isto após anos a suar as estopinhas para agradar aos solteiros de Nova Iorque 
(que como já devem ter reparado, as revistas e séries femininas insistem em dizer que é o pior sítio do planeta para relacionamentos saudáveis, vá-se lá saber porquê) de marcar cabeleireiro, esteticista e experimentar quantas toilettes havia para não ter sorte nenhuma e ainda ser tratada com falta de respeito. Farta de se virar do avesso, começou a "não fazer mais do que passar uma escova no cabelo" antes de se encontrar com um pretendente. E ao que parece funcionou, pois só depois disso começou uma relação estável.

A moral da história, para ela, resume-se a solteiras, desleixem-se que os homens não merecem tanto trabalhinho.



Devagar com o andor. Afinal, qual é a graça de um encontro romântico sem a devida antecipação e preparativos? 

Primeiro, parece-me que o problema não estava na aparência mas no facto de a menina parecer desesperada, ou de se notar à légua que se tinha esforçado muito. Quando se trata de qualquer dinâmica humana (seja namoros, negócios, etc) é ilusão ignorar o lado animal que vive em cada um. Como qualquer bicharoco, o Homem  detecta inconscientemente a ansiedade, o desespero ou insegurança alheias. 

 Se uma rapariga se emboneca toda só para impressionar um cavalheiro quando não tem esse hábito, logicamente vai ficar pouco à vontade. Como qualquer pessoa que esteja a fazer-se passar pelo que não é.


 Uma mulher disciplinada, acostumada a pôr em prática uma rotina de beleza, consegue estar pronta num ápice sem estafa. A sua única preparação - seja para um encontro, seja para um evento de qualquer tipo - é adequar-se ao dress code do sítio onde vai. Poderá optar por uma toilette que seja mais consensual para o gosto masculino e evitar experiências de styling arriscadas mas em tudo o resto, segue o procedimento habitual. É natural nela.


 Já uma mulher que seja mais descontraída só terá a ganhar em não complicar muito, se essa não é a sua natureza. Se costuma andar sempre de ténis, parecerá tola empoleirada nuns stilettos vertiginosos; é melhor ter um calçado de sair mais razoável. E assim por diante...até porque não faz sentido, caso tudo corra bem, o rapaz descobrir que se apaixonou por uma estranha. Como se "descalça a bota" depois?

Em ambos os casos, o melhor é a abordagem what you see is what you get. Estar vestida para a ocasião, mas sendo igual a si própria.

   Permitam-me então corrigir a moral da história: meninas, não façam num encontro o que não fariam noutro dia qualquer. Os homens não merecem tanta farsa, nem as mulheres tanta canseira.

4 comments:

Inês Sousa said...

Apoiado. Nem tanto ao mar nem tanto à terra. Ser desleixada passa uma má imagem e no outro oposto arranjar-se em demasia acabando por parecer algo que não se é passa a imagem de insegurança e desespero que também é péssima.

Lingua Afiada said...

Claramente a blogger em questão fez uma interpretação errada da situação, já que dveria aparecer nos encontros em estado tal de nervos e ansiedade que espantava os pretendentes. Nenhuma mulher depois de experimentar 10 outfits diferentes por não saber o que vestir mantém a serenidade, são coisas que simplesmente nos mexem com os nervos e isso nota-se.

Patricia M. Silva said...

Amei...

Pretty in Pink said...

Eu acho que tem de haver meio termo. Não se pode ir desleixada mas também tem de se parecer natural e não uma barbie...Temos de ir bem, confiantes e é meio caminho andado para a coisa correr bem :)

Beijinho*

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