Recomenda-se:

Netscope

Monday, May 25, 2015

Palavras que podiam ser minhas: dura veritas sed veritas, ó desmioladas.


Hoje encontrei este texto dos anos 1970 e não resisti a retirar algumas partes para vos mostrar, não só porque poderia ter sido eu a dizer isto mas porque é um retrato - um pouco cru, mas fiel- da mentalidade feminina vigente, quase quarenta anos volvidos: vacuidade nos sentimentos, leviandade, atrevimento, ausência de temperança, prudência e elegância interior, um apego frívolo aos aspectos mais superficiais e materialistas da moda, paixão pelas más leituras, falta de discrição e vontade de dar nas vistas, adesão cega às tendências sem pensar se são apropriadas ou esteticamente correctas...

A diferença é que muito disto é hoje encarado como virtude, como "qualidades da mulher moderna e poderosa "e que um texto assim, publicado nos média da actualidade, seria corrido a apupos de "slut shaming", caretice, chauvinismo, eu sei lá. Paciência.


" Nem todas as mulheres sabem amar. Amar só o sabem as que sabem entregar-se ao sacrifício. Mulher que não ama assim não compreende e não se dedica (...) . Os defeitos de certas raparigas são principalmente: leviandade de espírito; vacuidade de pensamento; falta de educação moral e muitas vezes, social; ausência absoluta, ou quase, de consciência. (...) Vestem-se como as outras, porque é moda. E se a moda é extravagante, cara e indecente, elas tornam-se extravagantes, dispendiosas, indecentes, sem custo e sem recear o ridículo a que se expõem; lêem tudo o que lhes cai debaixo dos olhos, mesmo que sintam que é mau. Relacionam-se com quaisquer pessoas, frequentam quaisquer lugares, quaisquer divertimentos...perdido todo o sentido do pudor, oferecem-se demasiado para serem desejadas; perderam todo o bom senso; sabem tudo-tudo o que não deviam saber - e sempre despropositadas de tudo riem, de tudo escarnecem, tudo criticam, sem conhecimentos que as autorizem a isso. As qualidades viris que conquistaram não compensam de facto a feminilidade que perderam.

 Que fazer, então, dessa palhaça, dessa doidinha? Guardá-la como jóia rara? O melhor é atirá-la pela porta fora...".

                                      L. Chiavarino

4 comments:

C. N. Gil said...

Olha, eu aplaudo de pé...

...mas pronto, eu não sou um gajo normal,...
...eu gosto das mulheres...

:)

Imperatriz Sissi said...

Multiplica, Senhor :D

Inês Sousa said...

Realmente esse é o tempo da minha vida e se eu e tantas outras crianças fomos educados pelos padrões antigos questiono-me como foi possível deixa-los cair por terra em poucas décadas. Pior, o que era mal visto numa mulher há 30 e poucos anos é agora visto com bons olhos. Mas que raio se passa com a sociedade no seu geral, como foi possivel esta rápida degradação de valores e de bons costumes que foram vigentes por tantas décadas.

Paula_2700 milhas said...

Escrito nos anos 70?! Ou não mudou nada, ou retrocedemos, nem sei bem. Infelizmente podia ter sido escrito hoje, mais actual é impossível.

Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...