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Wednesday, May 27, 2015

S.Francisco de Sales dixit: ciúme é quantidade, confiança é qualidade



"Como o verme se cria na maçã mais delicada e madura, também o ciúme nasce no amor mais ardente e afectuoso, cuja substância aliás, estraga e corrompe; porque pouco a pouco acarreta desgostos, desavenças...(...).  É uma pretensão tola querer dar a entender com os zelos a grandeza do amor. O ciúme é um sinal da magnitude e corpulência do amor mas não da sua bondade, pureza e perfeição; a perfeição do amor pressupõe a firmeza da virtude da coisa que se ama, e o ciúme pressupõe a incerteza".

                                          S. Francisco de Sales


A perfeita confiança é uma das maiores bênçãos - e um dos mais complicados desafios- de qualquer casal. Afinal, trata-se de um dom, só possível no tipo mais profundo e evoluído de amor humano. 

  É fácil não desconfiar, não sentir qualquer insegurança, quando se gosta "assim assim" de alguém. Difícil é haver esse tipo de confiança e serenidade entre duas pessoas que sentem um amor realmente apaixonado uma pela outra e consequentemente, o constante medo da perda.

 Quando um casal se adora e mesmo assim confia, estamos perante um amor imenso e equilibrado, que se torna indestrutível. Mas por isso mesmo, a confiança também é um exercício mútuo, uma prática diária que nasce do altruísmo, do auto domínio que permite calar consigo próprio (a) as pequenas arrelias, as partidas da imaginação, as suspeitas injustas. 

Conclui-se então que para não haver ciúmes desordenados, são precisas duas coisas: honestidade e virtude a toda a prova, de ambas as partes, e mútua crença na honestidade e virtude do outro. Afinal de que servem essas qualidades, se quem mais beneficia delas não acredita que existem?

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