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Monday, June 29, 2015

As coisas que eu ouço: mais lhe valia estar calado.



Embora as mulheres se queixem muito - e com razão! - das mentiras e omissões masculinas, é verdade que por vezes eles são um pouco trapalhões. Alguns não sabem o que é bom para eles e descaem-se com coisas que enfim...não lhes convêm e eram escusadas.

 É sabido que jamais um homem ganha alguma coisa em ser sincero perante perguntas armadilhadas, do estilo "estas calças fazem-me assim ou assado?". Uma mulher sensata nunca lhes perguntará tal coisa, mas caso se apaixonem por uma rapariga adorável mas pouco sensata e a queiram conservar, digam que não fazem ideia nenhuma, pela vossa rica saúde...

 E depois há outras circunstâncias em que mais vale ser discreto, para não dar má imagem de si próprio.

 A avó contava esta estória passada com uma amiga dela nos anos 50. A menina, muito prendada e bem comportada, tinha-se separado do namorado que adorava (e que se andava a portar mal, armado em James Dean). 
Achou-se, portanto, livre para conversar com outros admiradores.

  Pela velha lei que reza "o pretendente seguinte sai sempre melhor que a encomenda" apareceu-lhe um belo rapaz, bem colocado e muito simpático que lhe fez a corte. Embora na realidade gostasse era do outro, decidiu dar-lhe uma oportunidade, a ver o que saía dali...

 Andaram nisto umas semanas, conversa vem, conversa vai, e ela começava a achar-lhe graça quando ele - fanfarrão como todos os rapazes, e brutamontes como alguns sabem ser - se sai com esta:

"Hoje tive cá um dia mais cansativo...andei com os meus irmãos a arranjar o carro de alto a baixo...a dar-lhe uma pintura e mudar os pneus...mas depois bebemos cinco litros de «vinhaça»!".

Horrorizada com tais hábitos e pior linguagem, a rapariga não quis mais saber do bebedolas e como o ex não lhe largava a porta, furioso e desgostoso (e morriam um pelo outro) voltou para ele, em modo é melhor o diabo que se conhece do que o diabo que não se conhece.

 O pior é que esse também gostava dos copos...de modo que embora não se tivesse arrependido, comentava muitas vezes "vejam só! Não quis casar com o outro porque bebia cinco litros de «vinhaça», e casei com este que bebe cinco litros de «vinhão»".

 Até podia beber, mas tinha a decência de "vícios privados, públicas virtudes"!

Moral da história: a sinceridade masculina é bem vinda, mas às vezes é bom ter um "cala-te boca" porque a palavra dita não volta atrás e há impressões muito difíceis de desfazer...

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