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Sunday, June 7, 2015

Jim Carrey, um homem *demasiado* prevenido nos amores. Ou com razão.


Dizem que  o actor Jim Carrey (que cá entre nós eu acho bem parecido com caretas e tudo, e muito talentoso) - tem um teste para avaliar se uma potencial namorada lhe serve. Ao que parece, o actor pede no primeiro encontro que a menina leia (se não leu) Crime e Castigo, a obra imortal de Fyodor Dostoyevsky, para depois falarem sobre o tema. Se ela conseguir ter uma conversa interessante depois disso, é porque "é inteligente que chegue para acompanhar o seu raciocínio".

Ora, eu sou totalmente a favor do profiling de pretendentes. Creio que homens e mulheres o devem fazer com muito sangue frio e bastante realismo, para evitar desgostos e perdas de tempo. Afinal,  better safe than sorry

Claro que tais "provas" variam de acordo com os critérios e valores de cada pessoa. Já vos falei nas seis perguntas-chave que convém colocar aos cavalheiros. E nos testes básicos: não confiem num rapaz que tem muitas amigasreparem naquilo que ele calça; quanto a princípios e valores, atenção aos modernaços, já que é bem verdade o que dizem "os escravos do vício, não podendo libertar-se, querem rebaixar os outros ao seu próprio nível"; fiquem com a pulga atrás da orelha se um homem tem péssimo gosto - não convém que seja um vaidoso e um peralta, mas se não tiver sido criado com hábitos de elegância, provavelmente a educação dele falhará noutras coisas mais graves; notem como trata os pais, crianças, idosos, animais, superiores e quem está hierarquicamente abaixo dele; ouçam como se refere a terceiros, porque quem não vê mal em nada é péssimo, mas quem maldiz tudo e todos poderá fazer o mesmo consigo...e claro, a cultura conta. Se todas as frases dele começam por "eu", se só fala em ginásio, viagens, hotéis, praia, futebol e carros, provavelmente é frívolo.

  Poderia elaborar uma versão da lista para os cavalheiros que procuram uma namorada, mas não andará muito longe disto e do que já foi dito aqui

Voltemos a Jim Carrey: o teste que ele coloca só faz sentido para uma estrela de cinema - afinal, deve haver interesseiras a fazer fila. Qualquer outra pessoa que dissesse "se quer um segundo encontro comigo, leia este livrinho", como se de um casting se tratasse, soaria de uma arrogância disparatada. Depois, pode não ser um teste lá muito bom: qualquer mulher ambiciosa e parva se faz passar por culta se treinar bastante, de mais a mais se souber sobre que livro se debruçar. 

Logo, Jim Carrey terá de ser extra perspicaz para distinguir o trigo do joio. Ser brilhante e ter "cultura postiça" são coisas diferentes. E a cultura postiça é tão comum nas mulheres como os wonderbras e as extensões de cabelo, unhas e pestanas hoje em dia...

No entanto, não deixa de ser um bom princípio: não só porque nenhuma pessoa de espírito tem paciência para gente desmiolada, mas porque não há nada pior do que fazer "vista grossa" a coisinhas que incomodam no início de um relacionamento. Se incomodam, se causam desconforto, nunca são "coisinhas". E quanto mais intransigente se for nisto, melhor.


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