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Monday, June 1, 2015

O complexo Taylor Swift (ou os 12 maiores erros amorosos que as mulheres cometem)


Românticas ou realistas, mais expansivas ou tímidas, tradicionais ou "de mente aberta", ingénuas ou mestras no assunto ao estilo Samantha Jones, todas as mulheres terão cometido, ao longo da sua vida, um ou mais destes erros -até em "romances" que se ficaram pelo platónico.

 A forma como se age nos relacionamentos nunca vem isoladamente; é sempre um reflexo da personalidade e educação, logo é natural que se tenda, no aspecto amoroso da vida, ao mesmo tipo de  disparates que se fazem nas amizades ou na carreira.

 O que importa é não cair num complexo Taylor Swift ou seja, num padrão, repetindo o mesmo enredo: dizem as más línguas que a cantora é useira e vezeira em entusiasmar-se demasiado nos namoros e quando o caso corre mal, vingar-se a escrever canções (de grande sucesso) caricaturando os ex nas letras e videoclips (o que deve ser uma forma divertida de curar o desgosto, embora nada saudável).

A velha máxima "é com os erros que se aprende" não é só um cliché, até porque a maioria das raparigas, ao contrário da Taylor Swift, não ganha royalties ao replicar ad nauseam as mesmas gaffes. 

1 - Arranjar desculpas para um mau rapaz

Ou para um rapaz preguiçoso que não tem pressa de ser independente, logo nunca vai levar o relacionamento ao próximo nível. Ou para um rapaz que até gosta de si, mas não age como é suposto. Ou ainda para aquele que deixa que as circunstâncias, as pessoas, a carreira dele, whatever, causem entraves à relação. E para...enfim. Se as suas amigas a avisam, a família a avisa, a sua consciência a avisa e dá por si a justificar-se com frases que começam por "ele adora-me, mas..." entre em modo "vê lá a tua vida, que isto anda muito fora dos eixos".

2 - Perder tempo, sabendo que no fundo não gosta muito dele.




O tempo é precioso. Não pode ser devolvido uma vez gasto; não se pode comprar mais. Logo, só deve ser "perdido" (salvo seja) por alguém que vale mesmo a pena. Ninguém merece ser amado "assim assim" (até porque isso não existe, ou se ama ou não) nem ser um mero hábito na vida de alguém. É preciso distinguir a acalmia natural que acontece nos maiores amores, passado o período de enamoramento (e o facto de qualquer relação dar trabalho) de estar ao lado de uma pessoa por hábito, medo do desconhecido ou rotina. O amor verdadeiro não se esgota. Se não é o caso, se vê que a situação não vai passar dali, que a paixão arrefeceu e que sem isso, não há mais nada que vos ligue, pode estar a enganar-se a si e ao outro julgando que está a ser leal. Uma coisa é ter palavra é ser fiel, outra é fazer de alguém um mono na sua vida. Se não ganhar coragem e sinceridade para desfazer os laços enquanto é tempo, isso pode vir a acontecer inevitavelmente - geralmente, em circunstâncias bem mais dramáticas e desagradáveis, ou quando for demasiado tarde.

3- Andar atrás dele



Sobre isso, já foi escrito um testamento por aqui. Há quem goste dessa atitude mais "moderna", mas um relacionamento já tem tantos desafios que não é preciso acrescentar-lhe ainda a desvantagem (e as inseguranças) de não se sentir como "a rapariga dos sonhos dele" para começar.


4 - Não lhe demonstrar que gosta dele.



Uma coisa é ser subtil, misteriosa e deixar a iniciativa aos cavalheiros... outra  é enviar sinais confusos. Nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Por muito cavalheiresco, directo e decidido que um homem seja, isso não faz dele bruxo. Todos os apaixonados se deixam assaltar pela dúvida, por isso se disser que não a tudo, se não encorajar minimamente o pobre coitado, se não demonstrar um bocadinho de meiguice...arrisca-se a que ele desista, pensando que não se importa com ele. Encontrar um meio termo pode ser complicado para quem é tímida e não há uma receita certa, mas inspire-se nas andaluzas, peritas na arte de "dar um empurrãozinho sem perder a face"... e siga o seu instinto. Mistério e dignidade feminina não significam ausência de sinceridade e comunicação.

5 - Confundir atracção com amor



Havia uma boa e sensata razão para os namorados de antigamente se chamarem "conversados", para os namoros à janela e para os paus-de-cabeleira...e não, não se prendia só com questões de honra e pudor.

 As mulheres, mesmo as mais sensatas, tendem a idealizar: se lhes aparece um pretendente que corresponda ao retrato-robot do namorado ideal, que fisicamente lhes agrade e com quem tenham gostos em comum, há a tentação de não lhe analisar a fundo a personalidade. "Coisinhas" subtis como um carácter frívolo e superficial, o egoísmo, a falta de integridade e os maus hábitos podem precisar de bastante tempo, observação e conversa para vir à superfície, sobretudo quando um homem tenta mostrar o melhor de si para agradar. E se avançarem muito rápido para um envolvimento, a atracção física vai dourar a pílula, adoçando até o mais negro dos quadros.  Em tempos idos - além de a família fazer uma investigação prévia ao background e pedigree do rapaz, nomeadamente para ver se tinha procedido mal com alguma "ex conversada" - o facto de os namorados não fazerem nada senão falar dava tempo para realmente saberem se eram compatíveis. Caso vissem que algo não batia certo, graças à distância física o envolvimento emocional era consideravelmente menor. Não digo que se namore à janela, mas...convém não "deixar passar" certos sinais de alarme em nome de uma cara bonita. Nem confundir atracção (que compromete a visão imparcial) com amor.


6 - Comprometer-se com um...gostando de outro

Ou seja, aquelas situações em que se acreditou que "um amor cura o outro" (mas o amor não nasce por aí nas árvores, por isso o mais certo é enganar-se). Ou quando, após uma data de desencontros com o Manel, que se porta pessimamente, decide dar uma chance ao Joaquim que é um amor e uma estampa de rapaz, mas afinal mais valia ter ficado na mesma porque o Manel é um fantasma na sua vida. 

Lembra-se de Carrie, Aidan e Mr. Big? Estabilidade e segurança são importantes, mas não dão felicidade per se. Na melhor das hipóteses, vai ficar infeliz, a viver uma relação a meio gás ou pior, a achar que o Joaquim não chega aos calcanhares do Manel - e se ele se aperceber disso vai ressentir-se, com razão. Na segunda hipótese, o Joaquim vai sair melhor que a encomenda e a menina fica pior do que já estava. E no piorio das hipóteses, pela lógica das relações complicadas, o Manel vai voltar do Além, o ciúme fala mais alto, acabam os dois zangados por sua causa...e isso NUNCA é tão romântico como nos livros. Dá sempre confusão, jamais acabou bem e a mulher é que paga as favas. Primeiro, o Joaquim merece melhor sorte. Segundo, se o Manel é mesmo o amor da sua vida, das duas uma: ou fazem por se entender ou vai cada um para seu lado e faz um retiro para se curar de vez dessa ruim paixão antes de envolver uma terceira pessoa na baralhada. Diziam os antigos que uma mulher que já deu o coração não o tem consigo, logo não serve para levar para casa. Até ter o coração de volta, livre e como novo, nada feito.

7 - Entrar em picardias com outras mulheres (por um parvalhão que só gosta dele próprio)



Ora aí está uma que nenhuma senhora faz (e se o faz, é porque se esqueceu do que lhe ensinaram; a cegueira de amor tem destas coisas). Acerca disto já se falou por aqui, mas recordemos as regras de ouro: quem quer mesmo estar consigo não dá troco a mais ninguém; um homem que tem demasiadas amigas, ou é gay ou não é gente séria; e aquilo que é muito cobiçado não merece ser disputado. Deixe-se a patética competição feminina para mulheres com problemas de auto estima.


8 - Manter-se ao lado de alguém que não admira

A bondade, a constância, a fidelidade e a química são qualidades essenciais para uma relação funcionar. Porém, não são tudo: um relacionamento não vive só de carinho e estabilidade, nem da boa dinâmica de casal. Se um homem proporciona segurança emocional mas não pode confiar-lhe tarefa alguma nem contar com ele para a ajudar em nada (vulgo, você a fazer horas extraordinárias e ele não telefona sequer para saber se está tudo bem; a sua avó foi para o hospital e ele não a vai visitar porque "tem medo de hospitais"); se ele é irresponsável com as finanças ou socialmente inadequado (e.g: é um amor de rapaz, mas não o pode levar à festa da empresa porque no armário dele só há ténis e calças rasgadas)...pense muito bem. Nenhuma relação é perfeita mas a cara -metade tem de ser uma força na sua vida, não um peso a carregar. Sem entreajuda e admiração mútua, é fácil perder-se o respeito. E sem respeito...


9 - Confundir amor com "entusiasmo por comparação"



Ou seja, sai de uma relação com um ex-que-veio-do-inferno, ou com alguém que tinha hábitos que a deixavam em parafuso...e a pessoa que conheceu entretanto parece-lhe maravilhosa só porque não tem as mesmas manias, ou porque não é assim tão má como a anterior. Por outras palavras, torna-se uma versão falsa e melhorada do seu ex - ou pior, se ele for fisicamente parecido, pode haver uma transferência de sentimentos. Pessoas não são projectos, nem bonecos, e quando der por si pode perceber que  andou a perder tempo com alguém de quem, afinal, não gosta muito (ver ponto 6). Sem esquecer que o senhor que se segue pode ter esquisitices piores!


10 - Precipitar-se, achando que nunca encontrará o que deseja.



É certo que a perfeição não existe. Porém, a vida é rica e por vezes reserva-nos mais e melhor do que alguma vez nos atrevemos a imaginar. 

 É um erro sufocar as justas aspirações da alma quando se trata de algo tão grave como escolher a pessoa com quem se partilhará tudo. Logo, há que evitar atropelar os seus princípios mais arreigados ignorando defeitos que realmente a incomodam, só porque um pretendente preenche boa parte dos requisitos que idealizou - embora falhe noutros tantos aspectos que para si são cruciais. Se algo lhe causa desconforto, pode ser um aviso muito sério: lembre-se de que há remédio para quase tudo quando o amor existe, menos para valores de base muito díspares ou para uma personalidade corrompida e viciosa. Em última análise, mais adiante pode encontrar mesmo o amor da sua vida e arrepender-se, por estar presa a alguém que aparentava ser o que não era. E isso nem sempre tem conserto...logo, não quer dizer que não se dê uma oportunidade às pessoas para provar o que valem, mas sem pressas nem em modo Pigmalião, julgando que consegue polir vincos profundos. O wishful thinking nunca dá bom resultado.

11 - Enrola o melão, desenrola a melancia...



Lei imutável da Natureza: os homens (ou a maioria, vá) são seres muito comodistas, razoáveis negociantes...e sabem muito bem o que lhes convém. Ou seja, não se esforçarão por algo que podem obter com menos canseiras, menos maçadas e menos cedências. Se tem os incómodos de um namoro (mas continua no papel de "amiga colorida") ou as responsabilidades de um marido (mas continua a apanhar bouquets) sem os benefícios (e se não é isso que quer- se é, sem problema!) lembre-se de tudo o que a sua avozinha lhe ensinou, deixe de se esfalfar para agradar achando que algum dia terá a justa recompensa e comece a valorizar-se como merece. É uma realidade um bocadinho dura, mas quando um homem a sério gosta a sério de uma mulher...não a deixa tão solta, como na canção do Caetano Veloso. Se não deseja um Ken que não serve para nada na sua vida, não faça de Barbie, nem de bibelot, e muitos menos de governanta.


12 - Ser demasiado orgulhosa



Na vida há saber perdoar...e saber ser perdoada. Muitos grandes amores acabaram porque uma mulher não foi capaz de deitar para trás das costas um erro pelo qual a outra parte já se penitenciou e fez por corrigir. Por outro lado, quando uma rapariga erra tem de saber, por sua vez, corrigir-se e perdoar a si mesma. Mas igualmente importante é não esperar um perdão perfeito de um dia para o outro, ou desistir porque o passado ainda não sarou e volta à berlinda de vez em quando. As feridas levam o seu tempo a curar - mas há reconciliações tão maravilhosas que valem a pena o esforço, a humildade e a espera.









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