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Friday, June 26, 2015

Os "ai Jesus" do armário - boa ou má ideia?





Ontem li um artigo (que, confesso a minha frustração, não encontro para colocar aqui o link) sobre os básicos que algumas celebridades não dispensam - aquelas peças que compram repetidamente. Jessica Alba, por exemplo, não resiste a botins e arranja sempre uma desculpa para trazer mais uns, porque lhes dá imenso uso. 

E acho que todas as mulheres sofrem um pouco desse complexo: há sempre um determinado artigo - ou mais -  que procuramos sem querer quando entramos numa loja (mesmo que lá vamos para comprar outra coisa) e que está invariavelmente na lista das nossas prioridades.

Tenho amigas que coleccionam casacos de couro (pessoalmente, os que tenho bastam-me a não ser que apareça um achado espectacular). Outras, sapatos - gostam tanto que os trazem nem que não lhes sirvam (uma vez ouvi uma senhora dizer "não os calço, mas adoro olhar para eles"; acho isso um desperdício , mas cada uma sabe de si). E há quem se perca por carteiras, lenços, jóias...

 Pessoalmente, consigo citar os meus ai -Jesus de olhos fechados, mas são quase todos básicos: saias lápis e calças cigarrette. Skinny jeans (de preferência vintage) azuis escuros ou pretos. Sheath dresses. Gabardinas boas. Sobretudos de qualidade. Tops brancos, pretos e com breton stripes. Camisolas de caxemira. Pumps ou scarpins em preto e nude. Botas compridas de pele preta. Camisas brancas de todos os feitios.

Há mais, mas estes são o top dos tops e caem no tipo de peças que costumo recomendar "compre quando há e pode, não quando precisa". Afinal, nunca estão à venda quando necessitamos mesmo deles. Um exemplar a mais dá sempre jeito. Há sempre algum que está para lavar, para passar, para arranjar. São o "esqueleto" do guarda roupa, a partir do qual se desenvolvem os coordenados de todos os dias. Sabemos que funcionam quando temos pressa.

 Mas como garantir que este hábito trabalha a nosso favor e não se torna um vício de estilo, que consome espaço e recursos? Principalmente agora,  com os saldos à porta e as tentações a luzir para as consumidoras!

1- Certificando-nos de que estamos a comprar essas peças porque nos ficam realmente bem, e não por medo de vestir outra coisa. Há muitas senhoras que acumulam túnicas, por exemplo, porque acham que "disfarçam a barriga" sem pensar que há alternativas e por vezes, sem olhar à qualidade das mesmas. Na dúvida, informar-se ou consultar um stylist capaz.

2- Assegurando que estamos a comprar versões boas das peças que apreciamos; um vestido de um tecido fraco nunca cai decentemente, nem que tenha o formato certo; mais vale comprar dois razoáveis do que ter uma data deles que não resultam como devem; nem sempre se acerta à primeira e descobrir as lojas especializadas nos nossos básicos pode levar o seu tempo!

3- Há que garantir que (sempre que possível) TODAS as peças estão lavadas, passadas, operacionais (botões, bainhas...) e prontas a utilizar porque senão, não servem para nada.

4 - De tempos a tempos, dar uma olhadela às dezenas de t-shirts, calças, etc...do mesmo modelo que tem em casa, para ficar com uma noção daquilo que não precisa de comprar, do que já viu melhores dias, do que precisa de intervenção ou do que foi uma má aquisição (e.g: aqueles skinny jeans de ganga desconfortável que evita sempre vestir, os botins que eram do modelo certo mas são instáveis, etc).

5 - Fazer o esforço de, dentro do estilo que aprecia, introduzir uma variante às peças preferidas com algo fresco e diferente: ex., se já tem várias saias lápis pretas que servem na perfeição, talvez deva investir numa de pele, ou numa saia com alguma roda para variar.

  Agindo assim, estará a fazer investimentos inteligentes, que são úteis a longo prazo, e não a "comprar por comprar" com o inevitável sentimento de culpa, vulgo "ai, outros sapatos iguais!", evitando também julgamentos "o quê, outro vestido preto?" lá em casa, etc, etc, etc...


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