Recomenda-se:

Netscope

Saturday, June 27, 2015

Rapazes e senhores: eis algo para colar no frigorífico.



Ou no espelho para absorver logo pela manhã, enquanto a mente está impressionável. 

E meninas: aqui ficam com alguns argumentos contra certas "amnésias" e criancices...é que eles às vezes são distraídos!

Claro que a questão do cavalheirismo, da importância de ser varonil, dessa coisa da hombridade, tem que se lhe diga.

 Há quem procure exercitar tais qualidades de forma consciente e quem sempre tenha sido assim pelos valores que recebeu de pequeno. Há quem não faça a mínima ideia do que isso é e tenha raiva de quem sabe. Temos também os poseurs, que pretendem ser grandes cavalheiros - quando nasceram uns brutos e hão-de ser sempre brutos - porque lá na sua cabeça isso lhes confere um certo status social que ambicionam. Não esqueçamos ainda os que adoptam atitudes postiças de cavalheirismo (vulgo salamaleques) que viram nos filmes, mas apenas quando querem impressionar uma rapariga. E por fim, existem alguns que tendo recebido os valores, a educação e os meios de um gentleman, se esquecem ocasionalmente de  que ser um senhor é caminho com mais sacrifícios e deveres do que alegrias e facilidades.

 Este texto de Joseph Duhr (1953) diz tudo; reparem!


1- Sobre os músculos:



 "Todo o exercício físico deve estar sujeito ao espírito, senão já não é digno de um homem. Ser um`carácter´é desenvolver a força dos braços não para esmagar os outros, mas para defender e proteger as vítimas. É glorioso - diz Shakespeare - possuir a força dum gigante, mas não é honroso utilizá-la como um".


2 - Sobre a mentalidade REALMENTE masculina:



"Ser um homem é resistir ao mal e caminhar direito sem se deixar desviar pelo exemplo ou desprezo dos outros. Ser viril não é embriagar-se por uma espécie de heroísmo exterior, muitas vezes manchado de tanta cobardia, mas sim sustentar a própria palavra; é lutar contra o egoísmo e os baixos instintos, calcar aos pés o «respeito humano***» esse sentimento aviltante que despreza o bem e respeita o mal.  A virilidade autêntica nunca se deixará abater nem levar pelo medo. Nunca procurará justificar-se à custa dos outros; tem muito amor próprio para se defender ou proteger por uma mentira!"


3 - Da verdadeira virilidade...e do amor




"Ser viril é ser desinteressado; é adquirir, sobretudo no moral, a fortaleza, negando-se toda a falsa piedade por si próprio; é ser firme, conservar a dignidade e a calma, mesmo perante a calúnia e a injúria. Ser um homem é livrar-se de toda a impaciência infantil: em lugar de perguntar, como a criança, que vou eu receber? Como se comportam os outros comigo? Como sou amado? O verdadeiro homem preocupa-se em saber o que vai dar, qual é o seu dever, como pode manifestar o seu amor. A  modéstia, o tranquilo domínio próprio, exigem uma força muito mais poderosa do que a cólera ou a vingança".


4- Do cavalheirismo junto das mulheres...e nos divertimentos



"Ser homem é, enfim, mostrar-se cavalheiresco com a mulher e a rapariga: respeitá-las, vir em sua ajuda, ceder-lhes o lugar. Até na forma de dançar é possível discernir aquele que é viril daquele que não o é porque afável, previdente, calmo, digno e firme, protege a mulher contra ela própria;
 serve-lhe de sustentáculo, guardando as distâncias impostas pela sua própria dignidade e pela da mulher. Há danças, observa Foerster, que um verdadeiro homem não consentirá nunca em dançar".



(***Respeito humano: expressão usada por S. João Maria Vianney para designar a obsessão por agradar a todos, por andar com as modas e o pensamento do rebanho)





No comments:

Textos relacionados:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...