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Friday, July 31, 2015

As coisas que eu ouço: o sentido de humor é como o vinho do Porto


Ouvido hoje num café: um velhinho que chamá-lo velhinho é pouco, bastante corcovado e apoiado em duas muletas, mas com um sorriso de orelha a orelha, na brincadeira com o empregado e os clientes que lá estavam:

- Cuidado com os coxos, cuidado com os coxos...

-...que eles andam armados!? - atalhou alguém.

-....não - respondeu o idoso - que eles caem e já não se levantam!


Não esperava por aquela tirada! Fez-me rir e deu-me que pensar no que conheço para aí de gente nova, com perfeito uso das duas pernas e do resto mas sempre com cara de quem comeu e não gostou. Troçar dos desaires e de si próprio, ter um certo humor negro ou chapliniano, não perder a ironia é das características que mais admiro. Quem leva tudo demasiado a sério corre o risco de não ser tomado a sério porque anda sempre inseguro e tem menos chances de chegar a velho.

De certeza que aquele senhor, na sua juventude, conquistava muitos corações, que isso de as mulheres gostarem dos homens que as fazem rir não é mito nenhum. Um homem razoavelmente atraente que seja expressivo e invente private jokes é um perigo, porque nada baixa tanto as defesas femininas nem une tanto as pessoas como partilhar gracinhas. Deve ser o terror lá no centro de dia...



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