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Saturday, July 18, 2015

De Mad Max e Plutão




Isto de ter irmãos e primos faz com que uma rapariga vá por arrasto nos gostos deles, por isso tive uma infância bastante completa: ballet, dar cabo dos cosméticos lá de casa (a avó benzia-se porque eu lhe gastava tudo na tentativa de inventar o novo "super creme para as mãos") muitas bonecas, mas também muita brincadeira com carros, comboios, armas de brincar, miniaturas de batalhas famosas, action men, GI Joes, Street Fighter...e filmes de tiros e bombas e socos nas trombas



 Ora, entre os filmes que eu via com os rapazes doidos por carros havia os do Mad Max, que já tinham uns bons anos na época e eles reviam em bloco vezes sem conta. A rapaziada delirava com aquelas máquinas e eu achava graça ao argumento, arrepiava-me com o Humungus e já na altura, pasmava para o styling punk-apocalíptico daquele universo. O punk em si mesmo nunca me disse nada - não gosto do cabelo nem de anarquia - mas tem alguns elementos interessantes e sempre notei (comecei cedo) como os figurinistas de Mad Max tinham feito um excelente trabalho quer a criar fatos novos com ar de velhos, quer a incorporar peças a cair de podres de uma forma que resultava (viva a reciclagem) para parecer que todas as lojas tinham acabado e as pessoas tinham de se desembaraçar com as velharias que sobrassem e mesmo assim não perderem o estilo.



 Um pouco o que agora se passa em The Walking Dead, que me parece que foi aí beber alguma inspiração...

 Pois bem, um dos rapazes cá de casa já foi ver o novo Mad Max e não ficou desiludido (eu estou com alguma curiosidade, por ser protagonizado por Tom Hardy, um dos actores mais promissores e bem parecidos dos últimos tempos, com uma voz incrível). De modo que como os anteriores têm passado na televisão, se sentou a rever o primeiro e eu fiz companhia...



 Como de todos esse era o que eu conheço pior, diverti-me (claro) a reparar no styling de Mel Gibson e seus companheiros. E no primeiro filme o mundo (ou a civilização) ainda não acabou propriamente, embora não ande muito longe, por isso toda a gente mantém um ar minimamente apresentável. 



Ainda há polícia e a polícia tem uns uniformes de couro fabulosos (na verdade, como o orçamento do primeiro filme era limitado, só o do Goose era pele; todos os outros foram feitos em vinil) com umas botas impecáveis (ando há imenso tempo para arranjar as biker boots perfeitas). Por curiosidade, as do filme eram fabricadas por esta marca australiana, mas creio que já não fazem o mesmo modelo.

Em suma, como o couro tem estado por toda a parte ultimamente (dos perfectos a saias e vestidos) não me surpreendia que começássemos a ver por aí certos visuais inspirados em Mad Max. Talvez eu própria me divirta a criar um, só por carolice (e como não adoro propriamente de conduzir, se pegar no volante de uma carripana velha para fazer pendant ainda lanço realmente o terror no asfalto...).


Se me arranjarem este side car, desafio aceite.
    Haja imaginação nos mais ínfimos momentos da vida...até porque há que prever todos os cenários, e ter criatividade ajuda: há dias disseram nas notícias que muita gente enviou o seu nome para ser deixado em Plutão (que acho uma indecência e uma falta de respeito agora ser chamado "planeta anão", mas os cientistas lá sabem). Quando ouvi isso pensei inicialmente "olha que pena não ter sabido". Mas depois reflecti melhor e não me pareceu assim tão boa ideia. Não se sabe quem poderá encontrar aquilo, nem que meios terá (uma qualquer rede social extraterrestre que permite saber tudo sobre toda a gente só pelo nome) para nos vir bater à porta, estilo, "já que cá deixou o nome, deve querer que a visitemos". No pior dos cenários éramos invadidos a começar pela própria casa; no melhor, podem ser ETs que não sabem, lá no planeta deles, a velha regra "os hóspedes ao terceiro dia aborrecem" e "mais vale ser desejado do que aborrecido". Se nem os terráqueos a cumprem às vezes...não, obrigada. Passo. Mas caso haja mesmo um fim do mundo, já tenho cá umas ideias para o que vou usar...







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