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Tuesday, July 14, 2015

Decreto- Lei do Farrapo

Para dar maior seriedade a isto, temos aqui a fashionista e mulher de leis Amal Clooney.

Uma vez que aqui o blog se chama Imperatriz Sissi e já tem uns anitos, quase dá para tratá-lo como uma mini organização com regras próprias. Um reino, um país, um império, precisam de leis - mesmo que se trate uma pequena nação virtual. Nunca elaborei os estatutos do Imperatrix, mas com tantos posts que andam para aqui, bem podia.

Ora, ao escrever o último texto sobre organização e arrumação, ocorreu-me criar o primeiro Decreto -Lei cá do sítio. Se calhar não fica bem feito porque Direito não é a minha especialidade, mas é o que temos (then again, tenho conhecido tantas advogadas com um parafuso solto, sem ofensa a todas as outras, que mais vale assim). Este primeiro Decreto -Lei, como outros que se seguirão, é útil cá para os meus botões, mas creio que poderá dar jeito em vossas casas também...



Decreto - Lei nº 1/2015, de 14 de Julho

Ministério do guarda roupa

O Decreto - Lei nº 1/2015, de 14 de Julho, que estabelece o regime aplicável à tralha inútil que qualquer apreciadora de moda acaba por acumular, visa criar normas para agilizar a limpeza e organização dos armários das leitoras e amigas do Imperatrix. Assim, considerando que a responsabilidade originária pela confusão é da falta de atenção das consumidoras, prevê-se que estas zelem sartorialmente pelo cumprimento do disposto neste diploma.

Artigo 1º

Objecto

O presente diploma procede à alteração do estado confuso dos armários, seja no quesito de roupas, sapatos, acessórios ou outras bugigangas.

Artigo 2º

Responsabilidade das proprietárias

De modo a cumprir-se o estabelecido no artigo anterior, é necessário que cada proprietária se responsabilize pelo conteúdo do seu closet, independentemente do seu tamanho ou condições mais ou menos ideais de arrumação, sem deitar a culpa aos saldos que estavam tão baratinhos, ao facto de ter engordado ou emagrecido, à ilusão "um dia ainda vou vestir isto", à falta de gavetas, cabides, varões ou a qualquer outro pretexto.

Artigo 3º

Cabe à pessoa responsável - eventualmente com a ajuda de um stylist ou outra entidade habilitada para o efeito - discernir, sem demora e de forma esclarecida, aquilo que utiliza e não utiliza, favorece e desfavorece, foi ou não um bom investimento, precisa de arranjo ou não tem utilidade, logo deve ser encaminhado para quem lhe possa dar uso.

Artigo 4º 

Norma complementar

Para efeitos do disposto no artigos 2º e 3º, a proprietária deve experimentar, uma por uma e sem se escusar com a preguiça ou a falta de tempo, rigorosamente todas as peças antes de tomar uma decisão, de modo a evitar guardar peças bonitas que afinal não cabem, estão grandes ou precisam de ajustes, limitando assim o número de artigos em pousio no armário. Esta norma aplica-se com maior rigor a tops, jeans, calças, saias, vestidos e calçado. Os acessórios deverão ser sujeitos a um exame rigoroso para determinar a sua qualidade, intemporalidade, utilidade e estado de conservação.

Artigo 5º 

Contraordenações e coimas

Constitui uma contraordenação grave qualquer falta ou atropelo aos passos anteriores,  com a aplicação de coimas que vão de ter o quarto constantemente desarrumado a não saber o que vestir pela manhã apesar de o armário rebentar pelas costuras, passando por não saber quantos tops pretos tem e sair à rua mal enjorcada porque não encontrava umas calças capazes ou com uns sapatos que afinal torturam os pés, etc.

Entrada em vigor e disposições finais

 1- O presente diploma anti farrapos entra em vigor imediatamente após a sua publicação.
 2 - É fortemente desaconselhado comprar mais coisas até ter cumprido o disposto nos artigos anteriores.

Ministério do Guarda- Roupa, 14 de Julho de 2015



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