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Thursday, July 9, 2015

"Filmes" impossíveis


Esta semana perdi uma hora e pouco da minha vidinha que ninguém me devolve a ver este filme - arrepiante, mas cheio de buracos no enredo que acaba por se provar não ter jeito nenhum - sobre um ardina que aterroriza um bairro inteiro. Só isso - o miúdo é esquisito que se farta, daqueles que na adolescência já ameaçam ataques à bomba, e como tem um ar psicopata de todo, ninguém se atreve a fazer-lhe frente. 

O conselho que os vizinhos dão uns aos outros  é "não assine o jornal, que esse é doido". Boa. E ninguém contacta o jornal a exigir "troquem de ardina, que este mete-nos medo". Claro que depois acontece o costume: o vilão faz toda a sorte de patifarias inexplicáveis e a polícia não quer crer, e entretanto os guionistas cansam-se de tentar arranjar um motivo assustador mas plausível (ainda que sobrenatural) para o raio do catraio meter assim tanto medo, e tudo acaba numa grande chachada (não digo como- o filme ainda pode ser visto no AXN Black). A única coisa realmente perturbadora é o que Rose McGowan, que era lindíssima, terá feito à cara com tanto botox. 

 Mas enfim, são filmes. O pior é quando há assim coisas inacreditáveis na vida real, como a história do pobre gatinho que foi vítima de uma vilania terrível mas- de acordo com a GNR - não sofreu nada. Não tem um indício, nem a pelagem estorricada, nadinha. Ou é faquir, ou tem uma capacidade de regeneração cutânea fenomenal. Adorava acreditar nisso (o caso deu-me pesadelos) mas custa-me a crer que um animal a quem foi ateado o fogo não tenha sofrido nada, não esteja sequer chamuscado, e ainda tenham a ironia de lhe chamar Farrusco.  Quando eu era pequena a avó contava-me a história da mulher do Senhor Popô, que passou pela água e não se molhou. Agora dizem que temos um super gato que passou pelo fogo e não se queimou? Antes seja. 

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