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Saturday, July 18, 2015

Mas deu o vírus da criancice nas pessoas, ou quê?


É que ultimamente dá vontade de distribuir palmadas por aí.

 Uns vão para sunsets dirigidos a um público alvo de 15-20 anos quando têm idade para ter juízo (e divulgam as imagens em mais abundância e com mais entusiasmo do que os próprios miúdos); outros parece que acreditam no Pai Natal e divertem-se a partilhar por aí joguinhos e previsões sem fundamento nenhum (que alguém espreite essas coisas por carolice é como o outro, que goste de o mostrar é que é pior). Depois há as que se vestem como se tivessem agora quinze anos e falam como se tivessem treze ("miga, somos tão poderosas...é o show das poderosas, beijinho no ombro das invejosas!") e os que se dirigem a pessoas que mal conhecem com uma linguagem de garotos do ensino básico ("então linda, ´tás boa? Bjinho fofinhu" - blhec). 

Isto sem falar nos que não querem responsabilidades mas exigem privilégios e ainda fazem birras se não lhes são concedidos, nem naqueles que se fazem passar por muito profissionais mas são incapazes de cumprir o mais elementar horário ou compromisso, porque afinal à última hora manda-se uma mensagem escrita ou via redes sociais a adiar ou alterar planos (quando se dão ao trabalho...) e tudo resolvido. 

Pior ainda, parece que este andaço de Peter Pan, ou complexo Gugu-dadá, é transversal: atinge ricos e pobres, homens e mulheres,  com mais e menos estudos, dos 25 anos em diante sem limite máximo, de todos backgrounds sociais e profissionais, de executivos a médicos e bombeiros passando por empreiteiros, contabilistas, socialites e senhoras da limpeza -  tenho visto de tudo nos últimos meses.

Parece que há por aí um pavor de envelhecer (pior, de crescer) e quem sofre dele não vê como isso fica ridículo.

Alguém disse que nada envelhece tanto como agarrar-se desesperadamente à primeira juventude... por todos os santinhos, os dezoitos e os vinte já lá vão (se tenho leitores mais novos, ignorem, não é nada convosco) tudo tem o seu tempo nesta vida e bem cantava o Rui Veloso, nunca voltes ao lugar onde já foste feliz.  Manter o espírito jovem - e um ar jovem - não implica ser bué da fixe e bué da jovem. Nem fazer parvoíces e figuras que depois dos 23 anos ficam datadas e um bocadinho patéticas.

Mas estará tudo parvo ou as creches e os ATLs para adultos são o negócio do futuro e ninguém me avisou?


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