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Friday, July 10, 2015

Que tal uma limpeza à gaveta dos fatos de banho?

Fatos de banho de 1947, 1946 e 1949 (um modelo novamente em voga!)

Os bikinis e fatos de banho - tal como os pijamas e o lounge wear - não são, por vezes, alvo da atenção que se dá ao resto do guarda roupa. Afinal, só se usam durante uma estação...e de ano para ano, lá vão ficando "monos" (e monos maçadores, cheios de tirinhas e fiozinhos que se embaraçam uns nos outros, o que torna a tarefa ainda mais desanimadora) que já há muito deixaram de ver a praia ou a piscina.

 Ora, apesar de o gavetão-das-coisas-de-ir-à-praia não ocupar tanto espaço nem causar grandes complicações no dia a dia, não deixa de ser importante fazer uma boa e realista selecção do que serve e não serve. E já se sabe, "servir" e "caber" não são sinónimos quando se trata de estar elegante...

Por isso, há que reunir coragem e paciência para esvaziar tudo, até ao último bikini, até à última saída de praia, experimentar rigorosamente e dar uma valente organização para perceber o que já não queremos e aquilo que eventualmente será preciso comprar...não vale ir às lojas antes de ter a plena consciência disso. Afinal, sejamos sinceras: quantos maillots ou bikinis "tão giros, em saldo" acabam por nunca ver a luz do dia?

 Vamos então aplicar o método do costume, o dos 3 sacos (ou três montes!)

Na pilha a guardar:


Modelos clássicos e com suporte (como este, disponível na H&M) são sempre de guardar,
 desde que continuem a servir na perfeição

- Como é óbvio, tudo aquilo que adora, está em bom estado e serve impecavelmente, sem vincar a pele nem sair do sítio. Se a faz sentir bem, não se desfaça só porque não é o modelo do momento.

- Saídas de praia e vestidos estilo hippie: se são de boa qualidade, guarde; dá sempre jeito ter um sortido em várias cores. Algumas túnicas, caftans, calças palazzo, jumpsuits e vestidos soltos (que se compraram porque era moda ou durante uma viagem, mas não é prático usar na cidade) podem ser convertidos em saídas de praia. Gosto de guardar para isso aqueles vestidos bonitos com decote halterneck, que não são confortáveis para o dia a dia mas dão imenso jeito sobre o bikini ou fato de banho de atilhos no pescoço...Ficam muito elegantes com um bonito chapéu e sandálias rasas cor de ouro ou bronze, por exemplo.

Na pilha das coisas a mandar embora:

- Tudo o que esteja lasso. Já se sabe, a lycra e o spandex (que só deveriam servir mesmo para este tipo de peças) não são eternos. A água salgada, o sol, as lavagens, acabam inevitavelmente por deixar os tecidos largueirões. E não é preciso recordar os acidentes desagradáveis (vulgo, "assaltos à modéstia") que isso provoca, nem o desconforto. Eventualmente uma costureira hábil, com uma agulha específica, pode remediar alguns estragos numa peça que adora... mas não espere milagres.


Se gosta de bikini triângulo (que além de confortável e intemporal, é bastante favorecedor)
 esqueça os modelos muito reduzidos. Opte antes por um look Raquel Welch, que oferece mais apoio, não fica vulgar e não prega partidas desagradáveis (vulgo sair do lugar).



- Os bikinis de triângulo mais reduzidos do que deveriam (que estiveram muito na moda há uns anos, estilo Paris Hilton). Não só é uma tolice andar tão descomposta, como o mais provável é terem encolhido um pouco, se os usou - mistérios dos bikinis, alguns alargam que dá gosto ver, outros encolhem-  e já não a favorecerem. Há imensos modelos do género, mas mais elegantes e que oferecem outro suporte.

- Tudo o que já não serve/cabe/tapa o que deveria cobrir. Ou porque encolheram, ou porque engordou um pouco e ninguém tem nada com isso, ou porque às vezes nem se engorda mas as medidas alteram-se (ex: do fim da adolescência para a idade adulta; após a gravidez ou consoante o tipo de exercício que se tem feito, etc). O que interessa é que dificilmente voltará a vestir isso.

- Aqueles bikinis que não se compraram em peças separadas...e a brincadeira não correu bem (ou seja, trouxe um 36 e a parte de cima serve lindamente mas a de baixo não, ou vice-versa). Poderá eventualmente guardar a parte que lhe serve e combiná-la com outros exemplares de cor/padrão compatível.

- Tangas e calcinhas que vincam nas ancas - isto sucede muito no caso acima, sobretudo nos modelos desportivos ou simplesmente, que não têm fios reguláveis. Nunca vão ser confortáveis e ainda inventam gordurinhas, por isso, adeus.

- Aqueles de que nunca gostou, ou que comprou em saldo mas nunca se decidiu a usar. Não vale a pena ir para a praia contrariada...

- Os modelos extravagantes (trikinis, tankinis, bikinis com aplicações ou cortes estranhos) que nunca lhe serviram bem e agora até parecem um pouco datados. Next!

Na pilha das coisas a consertar:

- Fechos que se quebraram (o sal e o calor provocam muito isso).

- Fatos de banho que precisam de uma apertadela na cintura;

- Tops cujas alças descaíram, mas de resto ainda estão bons (e ainda por cima gosta deles).


Os bikinis e maillots inspirados nos anos 1940/50 (como estes da Asos e Norma Kamali) são tendência e favorecem mulheres com busto e cintura pronunciados. Como são difíceis de encontrar por enquanto- e quando aparecem nem sempre servem na perfeição- pode ser boa ideia mandar ajustar um original ou adaptar a partir de outros modelos.
- Relíquias vintage (às vezes encontram-se novas, em stocks de retrosarias, mas precisam quase sempre de um ajuste).


- Pequenas alterações: agora estão em voga os bikinis estilo anos 50, de cintura subida e  boy leg; um bikini-calção sem graça pode prestar-se a isso com pequenos acrescentos (já que é complicado encontrar este modelo à venda).


Feito isto, resta avaliar se lhe falta alguma coisa e caso decida ir às compras, escolher os melhores modelos de acordo com o seu tipo de corpo...






1 comment:

Paula said...

Mandou sempre embora o que fica lasso.
Mas, pecadora me confesso, deixo ficar os monos que já não gosto / já não uso.

vidademulheraos40.blogspot.com.

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