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Saturday, August 22, 2015

Cavalheiros, a culpa também é vossa.




"Se vós, os rapazes, com o vosso proceder mostrásseis que preferis as raparigas recatadas, elas mudariam sem dúvida. Mas como muitos preferem as desenvoltas, para poderem abusar, elas julgam que têm de ser umas cabeças no ar. E agora procurais uma rapariga digna e com dificuldade a encontrais".



Se é verdade que as mulheres são a espinha moral da sociedade, que "uma sociedade de mulheres imodestas é uma sociedade de homens sem compromisso" e que a elegância e a dignidade feminina começam em casa, também não é mentira que os homens têm uma quota parte de responsabilidade no assunto.

  Infelizmente, tem-se vindo a cair numa cultura de desresponsabilização para os dois lados: elas são tratadas como umas coitadinhas, que não têm qualquer tipo de controlo sobre as reacções que provocam (e.g: piropos desagradáveis) nem pelas consequências dos seus actos; por seu turno, aos homens são desculpadas todas as atitudes pouco varonis com o pretexto da "igualdade". Já "ninguém leva a mal" se um rapaz é pouco cortês ou se se aproveita da ingenuidade ou falta de juízo feminina, porque não é suposto um homem ser protector, cavalheiresco e racional.

O texto acima é do início dos anos 1950, mas aplica-se mais do que nunca numa época em que se incentiva as mulheres a vestir como artistas de cabaret e a serem predadoras, invertendo a ordem tradicional das coisas  (o que é muito conveniente para quem tem preguiça de assumir um papel realmente masculino, quer coleccionar conquistas fáceis ou não tem pejo de apresentar aos pais uma rapariga talvez demasiado "moderna").

 Em tempos idos, se um homem estava interessado numa rapariga que se mostrava demasiado desenvolta, era esperado dele que não se aproveitasse da sua tolice; havia uma grande separação entre o comportamento apropriado e o das raparigas que não eram "para tomar a sério". As pessoas sabiam melhor o seu papel.

Hoje as fronteiras esbateram-se tanto que são imensas as que - até sem má intenção - acham que precisam de se vestir e pintar com vulgaridade para estarem bonitas ou para chamar a atenção masculina. Em certos meios, há quase uma competição a ver quem dá mais nas vistas - porque afinal, há sempre quem não se importe de namorar com uma rapariga desse tipo.

Se o relacionamento será de qualidade, se há respeito numa relação dessas, isso já é outra história. Quando vejo um rapaz exibir por aí uma namorada em trajes pouco adequados, fico sempre na dúvida quanto à natureza desse "amor".

  Por sua vez, há homens fracos que, acostumados à lógica das relações "test drive" se sentem lisonjeados com a selfie provocante que lhe enviaram, ou com o assédio de determinada rapariga...não vendo que não há aí qualquer consideração especial pela sua pessoa: simplesmente, a jovem terá por hábito ser serigaita...agirá da mesma maneira com outro qualquer que lhe desperte o interesse.

 Recentemente foi-me dado ver um triste exemplo. Um rapaz honesto e trabalhador, mas algo ingénuo, casou com uma mulher a tender para o vulgar, que se prezava de ser muito moderna e poderosa- mas só no que lhe convinha. Ele mourejava dia e noite para lhe dar os luxos que ela não dispensava...ela durante o dia não fazia nenhum e à noite saía com as amigas, como se fosse solteira. Tiveram uma criança, mas isso não fez com que a tola acalmasse: a sua alegria era vestir como uma bailarina funk, apesar de estar algo fora de forma. Quando passeavam juntos, ela recebia piropos grosseiros...ele sorria e encolhia os ombros. "Gosta de se embonecar!" (como se não fosse possível embonecar-se sem cair no ridículo) "os outros olham, mas eu é que vou com ela para casa!". Enfim, o rapaz era um paspalho. Podem imaginar como a história acabou...mal ele se ausentou em trabalho, ela tratou de fugir com o Carlão do ginásio...

O semelhante atrai o semelhante. O que me lembra um velho conto que li há tempos: numa certa terra, era costume libertar-se um condenado à morte se alguma moça se prontificasse a casar com ele. Ora, estava para ser fuzilado um soldado e uma rapariga lá do burgo, muito produzida e atiradiça, vendo-o jovem e bonito teve pena e voluntariou-se. O rapaz olhou para ela, endireitou-se e disse: senhor carrasco, ande lá com isso! É uma descaradona, vestida de bailarina...antes a morte!

 Se um homem não é um fraco, um tolo ou um dissoluto, evitará encorajar tais comportamentos na hora de escolher um relacionamento sério.

Quanto às meninas e senhoras, cabe-nos a todas zelar para que não seja um certo tipo de "homem", o que não conhece a hombridade, a firmeza nem o cavalheirismo, a determinar as escolhas femininas. Se as mulheres se apresentarem e agirem a pensar na sua dignidade pessoal, nas atitudes que desejam convidar e nas companhias que pretendem atrair com isso, evitarão trazer para a sua vida um brutal, um grosseirão, um mulherengo...ou um paspalho. Entre os dois, não sei qual será pior!


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