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Tuesday, August 25, 2015

Como perder uma mulher em 7 lições


Esqueçam a sensibilidade, o "adivinhar as necessidades dela", as flores e coisas fanadas como "ser um bom ouvinte". Tudo isso é simpático, mas não fundamental. As mulheres são umas criaturas bastante fáceis de entender, muito menos complexas do que os compêndios as pintam e capazes de desculpar muitas coisas que as tiram do sério. Para conservar o amor de uma rapariga sincera, basta evitar as manobras de destruição abaixo citadas ou seja, não a levar ao limite. Nada que custe a pessoas decentes e rectas, portanto. Por outro lado, repetir estes comportamentos é receita certa para entrar em modo sayonara, baby.



1 - Seja inconsistente



Num momento trata-a como se ela fosse o amor da sua vida, no outro parece que já não lhe convém e acobarda-se . Estes assomos de imaturidade não acontecem só em homens inconstantes de sentimentos, atenção: na realidade, sucedem bastante em relações longas e estáveis. Mesmo as mulheres mais independentes gostam de saber com o que contam; instintivamente procuram um companheiro transparente, sem enigmas, capaz de guiar as operações e que lhes dê segurança. Perante alguém que não se decide até a maior paciência e dedicação acabam por arrefecer. Se sente que encontrou uma pessoa única, que não vivem um sem o outro (viver até vivem, mas não tem metade da graça...) seja varonil e não a deixe escapar - ou pode perdê-la para alguém que saiba melhor o que quer. Há centenas de casos assim.

2 - Nunca fale a sério



Seja um eterno Peter Pan. Tente resolver cada problema da relação com brincadeiras, fazendo-a rir ou varrendo o assunto para debaixo do tapete, sem eliminar directamente as causas. É que não está bem sem ela, mas não lhe apetece nada ter trabalho a limar as arestas...
Esse tipo de descontracção, de passar por cima dos problemas, pode contribuir para uma certa flexibilidade essencial numa relação bem sucedida. Mas às vezes há assuntos que têm de ser encarados de frente, falados, resolvidos e enterrados, para se passar à fase seguinte. Se errou, desculpe-se e faça o firme propósito de não repetir o disparate. Se o erro foi do outro lado, diga de uma vez o que o incomoda e como quer ver o caso resolvido, em vez de voltar sempre ao disco riscado, arreliá-la com mais do mesmo, alfinetar, fazerem as pazes, depois discutirem de novo, e...ufffff. Não é razoável sacudir eternamente os problemas com piadas; eles acabam por avolumar-se e assombrar o brincalhão mais tarde ou mais cedo. Não se pode confiar em quem faz da vida uma comédia.


3 - Torne-se mesquinho, vingativo e castigador



Há homens orgulhosos que no início da relação fazem tudo- até em demasia - para impressionar. São generosos e dedicados ao exagero e põem a mulher na coroa da lua...até que surjam os primeiros problemas. Têm dois pesos e duas medidas (ou seja, esperam infinita tolerância para os seus erros mas são incapazes de perdoar a menor falha) e idealizam a pessoa que está ao seu lado de tal maneira que a colocam na obrigação de jamais beliscar essa imagem que criaram, por muitos disparates que eles próprios façam. Se assim não for, feridos no seu amor próprio mas possessivos, usam os hábitos carinhosos que estabeleceram como arma de arremesso, no sentido de castigar e dominar a cara metade - que por sua vez, se estiver realmente apaixonada, cairá numa espécie de síndroma de Estocolmo na tentativa de que tudo volte ao que era (pela lei da excessiva paciência feminina). Idealizar o outro e dar uma imagem maquilhada de si próprio nunca é boa receita para um relacionamento verdadeiro. Qualquer relação é feita de perdoar e ser perdoado, de saber esquecer e reparar estragos mútuos quando é preciso e sobretudo, de respeito. Quem não é capaz disso, mais lhe vale estar sozinho. O que acontecerá inevitavelmente, pois mesmo a companheira mais paciente não tolera um eterno purgatório.


4 -  Admita interferências, seja influenciável...e não tome a defesa dela




Os maus amigos, as más "amigas", ter ouvidos leves, permitir proximidades desnecessárias e excessivas a pessoas inconvenientes que adoram causar cizânia (ou porque têm interesse no assunto, ou porque não têm vida própria e gostam de fazer de "honestos Iagos" por diversão)...

Quem ama tem de fazer a si mesmo duas perguntas: primeiro, qual (e quem) é a sua prioridade? Porque se é ser o centro das atenções, divertir-se como um adolescente irresponsável ou manter "amizades coloridas", mais lhe vale ser honesto e esperar até ter a hombridade e maturidade suficientes, antes de se envolver seriamente com alguém. Uma relação precisa de privacidade, lealdade total (ou seja, nada de "infidelidades leves") e confiança mútua. Segundo, "quem conhece melhor?". Ou seja, se acredita em tudo o que lhe contam sobre a sua cara metade (mesmo coisas infundadas ou ditas por gente pouco fiável) se toma a sério a opinião de pessoas invejosas/ com segundas intenções e pior, se incentiva tais conversas, está simultaneamente a sujar a água onde pretende beber, a insultar o seu próprio julgamento e inteligência e a ter muito pouco domínio sobre a sua vida.
 Por fim, já se sabe que os homens têm mais medo do confronto e menos facilidade do que as mulheres em cortar relações. Relativizam as ofensas, principalmente se forem indirectas ou visarem somente a cara metade e não a eles. Conheço vários casais que se separaram por o homem ter recusado afastar-se (ou ter insistido em manter uma certa cordialidade) com pessoas que causaram danos à relação, com as mais variadas desculpas. No entanto, um casal deve ser uma unidade: o que fere um, deve ser tomado como um insulto sério a ambos. Mesmo que a pessoa o tenha elogiado ou bajulado a si. Se não é capaz de sair em defesa da sua dama, não se aventure a fazer de cavaleiro andante. Gostaria que ela tratasse com grande consideração e mantivesse por perto o ex namorado que tentou separar-vos, a falsa amiga que causou intrigas entre vós, o colega que lhe enche os ouvidos contra si, etc?


5 - Faça de Othello



O ciúme é o sal do amor; sustentar o contrário é relativismo new age, apanágio das relações mornas e sem graça. Porém o ciúme desgovernado, doentio, é um frasco de piri-piri inteiro virado para a panela: torna intragáveis as maiores delícias. Uma coisa é ser um homem apaixonado e 
fazer-se respeitar; outra é insultar a dignidade da parceira espiando-a, pondo em causa a sua palavra e capacidade de se conduzir honestamente, enchendo-a de dúvidas e recriminações, ou fazer cenas em público. A médio prazo, o ciúme excessivo pode obrigar uma mulher que tenta conservar o relacionamento a "caminhar sobre gelo fino" e ser um tormento para os dois. A longo prazo, torna-se insustentável.

6- Faça-lhe ciúmes



Por retaliação (ou seja, comum nos homens ciumentos) ou por imaturidade (em modo "vamos lá ver se ela gosta mesmo de mim") há quem recorra a essa táctica, fiando-se no instinto de competição de algumas mulheres. Nomeadamente durante uma separação ou numa fase complicada do relacionamento ...para  "espicaçar" a pessoa de quem se gosta, a ver se "ela" se revela. 
 Más notícias, cavalheiros: isso poderá funcionar com serigaitas ou simplesmente, com raparigas imaturas, mas é a fórmula mais rápida para afastar de vez uma mulher com um grande sentido de dignidade pessoal e/ou que tenha intolerância a qualquer forma de deslealdade. Mulheres assim preferem desaparecer de cena a tolerar um homem que gosta de ver o mulherio a esgatanhar-se por causa dele. Uma rapariga tola pensa "se esta o quer, tenho de ficar com ele". Uma rapariga de brio terá muita dificuldade em apagar essas imagens da memória, por mais que queira perdoar a desfeita. Vai viver no permanente receio de que a brincadeira se repita, fazer o raciocínio "o que é muito cobiçado, não vale a pena ser disputado" ou simplesmente, ficar tão furiosa que o mande à outra (ou outras) com um lacinho na cabeça e um bilhetinho a dizer "guarde-o". Volte ao ponto 4 e reveja as suas prioridades antes de pensar em tal estratégia.

7- Teste-lhe a paciência...porque *acha que* pode


Ou seja, tome tudo por garantido. Seja pouco respeitoso, não mostre consideração por ela, dificulte-lhe a vida, faça ouvidos moucos a qualquer conversa séria (vulgo "sermão"), seja repisador, cruel, frio, mesquinho e mostre-lhe que ela tem muita competição por isso precisa mais é de tolerar tudo com paciência de santa, comporte-se como a última coca cola do deserto, não seja de confiança, não confie nela, arranje dramas, aja como se estivesse sozinho e tivesse agora 15 anos, deixe-a pendurada até à semana dos nove dias, enrole o melão e desenrole a melancia... enfim, parta a louça toda, deite os foguetes e apanhe as canas.

 Afinal, para ela é Deus no céu e você na Terra e nunca, em tempo algum, ela poderá deixar de o amar incondicionalmente. 
 Nem vamos discutir se agir dessa maneira é um comportamento saudável para ambas as partes (porque não é) mas quando se trata de sentimentos às vezes as fronteiras esbatem-se.
 Agora a sério: as mulheres têm de facto essa capacidade de sacrifício pelas pessoas de quem gostam, uma grande paciência e um enorme saco de desconto (foram equipadas com isso para poderem ser mães e tendem a usar tal instinto mesmo quando não é preciso). Porém, nada disso é inesgotável. 


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