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Wednesday, September 30, 2015

6 coisas que é melhor reconsiderar nos (ou perto) dos 30s


Vários autores muito sábios em diferentes áreas têm defendido que certas coisas só se fazem sem danos irreparáveis até aos 25 anos  - e mesmo assim, há quem tenha juízo antes dessa idade e quem se porte de forma vergonhosa. De qualquer modo, depois de passada essa barreira há tolices em que não se cai, preparos em que não se anda e atitudes que não se têm, sob pena de fazer figura de urso ou pior, escolhas erradas que custam caro. Nos 20 e muitos/ trinta e poucos ainda se é jovem, com os devidos cuidados podem ser os melhores anos fisicamente falando (porque o estilo e os gostos estão apurados e em termos de forma, já se sabe o que resulta e o que faz mal) mas já não se é um adolescente ou pós adolescente parvo. 
Está-se portanto na idade de traçar o futuro de um modo mais sólido, mais pensado e livre de tanta tentativa e erro. Por isso, há algumas coisinhas que é melhor reconsiderar, polir ou deixar definitivamente para trás. Aqui fica meia dúzia:


1- Gíria

Bué, fixe, nina, dama, puto, miga...e outros jargões regionais ou de tribos urbanas que agora não me ocorrem. Já para não falar em palavrões a despropósito e no verbo "meter" literalmente "metido" em cada frase. Quando se tem cara de adulto, vida de adulto e responsabilidades de adulto, fica um bocadinho estranho utilizá-los, pelo menos em público (as redes sociais também contam, já agora). Há outras formas mais neutras e intemporais de se ser expressivo sem parecer pouco profissional, pouco polido ou pior, desesperadamente agarrado (a) à adolescência.

2 - Flirts que não levam a lado nenhum


Cada um (a) sabe as contas do seu rosário (e a gestão que faz da sua vida amorosa de acordo com os valores que recebeu) mas com a maturidade vem uma maior clareza de objectivos e mais importante, um acréscimo de respeito pelos outros. Em todo o caso, adultos racionais não querem lidar com Peter Pans. Ninguém os leva a sério.

No liceu e na faculdade namoriscar por brincadeira ou partir corações em série pode não cair bem, mas não ser o fim do mundo; quando se trata de adultos, porém, o caso já muda de figura. Se uma pessoa é demasiado diferente de si, se não têm nadinha a ver um com o outro e não existe chance alguma de futuro, talvez seja melhor não alimentar ilusões; caso haja um envolvimento as emoções quase sempre levam a melhor e pode ser difícil sair dele, depois de ter gasto tempo e energia que ninguém devolve. E quando se sai é geralmente com lágrimas, queixas e complicações. Já quem tem um compromisso, deve honrá-lo ou libertar-se dele honradamente. E depois, é claro que há pessoas com um estilo de vida hedonista e sem compromissos, os eternos D. Juans e D. Juanas: mas até essas devem, se querem levar esse tipo de existência, juntar-se entre si. Nestas idades torna-se imperdoável seduzir fulano ou beltrano com promessas de amor quando não se faz tenção alguma de o sentir.

3 - Tatuagens, piercings e outras mudanças radicais

Esta tem muito que se lhe diga. Há pessoas com um visual e/ou estilo de vida algo alternativo que as suportam bem pela vida fora, mas é preciso ter ar para isso. 

Depois, quem já fez essas modificações mas mudou de visual e se arrependeu dificilmente se livra de tudo, logo tem de viver com elas, arranjar um meio termo e um look que as faça resultar (ou que disfarce convenientemente). O que se calhar é má ideia é, do pé para a mão, pensar numa tatuagem quando nunca fez nem quis nenhuma, fazer um piercing super indiscreto só porque saiu de um relacionamento e quer expressar por fora a dor que sente por dentro, ou pintar o cabelo de rosa clarinho assim do nada, sem saber como as suas chefias vão reagir...há um motivo para algumas dessas coisas serem chamadas "maluqueiras de miúdos". É que são mesmo. Descanse, há muitas maluqueiras divertidas que são intemporais e aceitáveis em qualquer idade. Não é preciso ir a correr recuperar o tempo perdido e assim como assim, não há nenhuma lei que obrigue a experimentar tudo.

4 - Roupas "à teenager"


Há manter um estilo fresco, condizente com a personalidade e estilo de vida de cada um (se toda a vida foi punk, não precisa de pôr a rebeldia totalmente de lado; se o seu trabalho exige esforço manual, seria ridículo fazê-lo de blazer ou saltos altos) e há parar no tempo. Quando a vida evolui mas o estilo não, isso pode passar a imagem errada ou parecer esteticamente estranho, no mínimo. É claro que quanto mais os anos passam, pior - vestir como um adolescente aos 30 e poucos pesa no visual e não dá uma ideia de sofisticação, mas não é tão mau como fazê-lo mais tarde. Porém, ainda que tenha uma carinha de bebé, a sua forma não tenha mudado quase nada, queira usar o mesmo tipo de peças que sempre usou e continuar a fazer achados na Bershka, Pull& Bear e Stradivarius (nada contra, só é preciso saber o que comprar ou não) é conveniente arranjar uma versão adulta do mesmo estilo. Já se abordaram algumas dicas para homens e mulheres por aqui, em posts como este ou este. E para as senhoras: se uma roupa a põe a pensar "será que é provocante demais?" então se calhar é mesmo.


5 - A sua pegada digital


No liceu ou na faculdade, fazer/dizer disparates nas redes sociais é mais inócuo (embora convenha ter em mente que o que acontece online fica online e nunca se sabe o futuro) mas adultos com empregos, responsabilidades, famílias, exemplos a dar e uma imagem a defender devem pensar duas vezes. Os desabafos do momento, os assuntos privados, as alfinetadas, as frases disparatadas publicadas só porque sim, aqueles instantâneos que tirou porque se sentia sexy ou estava na praia ou as grávidas são lindas mas não pensam direito, bem como os "likes" brejeiros em páginas de anedotas ou miúdas com pouca roupa deixam rasto. Deixam mesmo. Em público não se faz o mesmo que se faria com os seus botões e as redes sociais não são um diário nem um teatrinho privado para os pecadilhos de cada um. 

6 - Cair nos mesmos erros, uma e outra vez


Por algum motivo que os líderes religiosos, os cientistas, os psicólogos, os gurus new age, os bruxos e os life coaches ainda não explicaram, a vida tende a instalar padrões - ou seja, situações ou enredos semelhantes que se repetem. No campo profissional ou nos relacionamentos,  as pessoas podem ser confrontadas com o mesmo enredo várias vezes - só mudando o tempo, o cenário e os intervenientes. Talvez isso aconteça porque é normal que cada um responda às situações de acordo com a sua forma de estar, atraindo mais do mesmo. Em todo o caso, se dá por si a ser arrastado (a) para relações que não eram bem o que queria (ou a não sair delas a tempo) a recusar boas oportunidades por medo, a envolver-se só com más pessoas, a ser desiludido (a) por novas amizades ou o que quer que seja, talvez esteja na hora de fazer como naquele anúncio de Ice Tea que andava na boca do povo e gritar que algo mudou. Não quer dizer que mudando se acerte, mas pelo menos tenta-se uma abordagem diferente, porque obviamente a receita do costume não está a dar certo.

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