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Monday, September 14, 2015

A mulher "tradicional" não é um tapete: tem coração de Leão.


Há dias chegou-me o vídeo abaixo, sobre como NADA mudou realmente entre os sexos quando se trata do jogo da conquista. Já tinha visto outros vídeos da Dra. Laura Schlessinger (conselheira super popular em talk shows e programas de rádio americanos) e acho-a uma senhora muito sensata. 

Neste caso, ela recorda como as atitudes femininas devem convidar ao respeito (pela velha regra "se quer que ajam como cavalheiros consigo, porte-se como uma senhora") e que não se deve roubar ao sexo masculino a alegria da conquista, que lhe está nos genes. Depois partilha uma história curiosa que se passou com ela aos 17 anos, quando começou a namorar: o pai deu-lhe moedas para telefonar e disse -lhe que lhe ligasse imediatamente caso o jovem com quem ia a sair não lhe abrisse a porta para ela passar e não a tratasse com a devida delicadeza. 

Tudo ideias amplamente tratadas por aqui, mas um pouco esbatidas na sociedade em geral. A ideia de igualdade de comportamento, de "tu cá tu lá" veio fazer com que muitos homens procedam de forma demasiado passiva e feminina e que em consequência, outras tantas mulheres dêem pouco valor a si mesmas.



Ora, uma questão que às vezes me colocam a propósito de textos como este (e que vejo por aí em outras páginas onde se expressam ideias semelhantes) é se ao defender a feminilidade, uma certa atitude senhoril mais de acordo com a tradição, não se estará "a andar para trás". 

Se a mulher que age discreta e subtilmente, sendo compreensiva, serena, imperturbável mas vulnerável quando é preciso, empregando a astúcia feminina quando necessário para contornar os obstáculos, vestindo com elegância e cooperando e jogando amigavelmente com o sexo oposto em vez de expor de forma pouco lisonjeira as suas intenções ou esbracejar pelos seus direitos, não será um "tapete".

Nada mais longe da verdade. A mulher tradicional é extremamente corajosa - se não fosse, dificilmente aguentaria agir de forma contrária à norma. Ser uma boa mulher, das que traçam a linha entre mulheres e rapariguinhas, tem muito que se lhe diga.


Andar no mundo sem ir cegamente atrás dele é um desafio, mas a mulher feminina está certa do que quer, não aceita menos do que isso e sabe que, por muito que as outras gritem que isto é tudo uma selva, competir é ridículo e pouco dignificante.

 Uma mulher à moda antiga não tem concorrência. Não porque se ache o máximo, mas porque sabe que é única e que, no sucesso e no amor, a lei de "a  César o que é de César" cumpre-se mais tarde ou mais cedo. 

Profissionalmente, faz por trabalhar com organizações que realmente procurem alguém como ela; e romanticamente, por não se relacionar com quem se deixa disputar por A, B e C , pois pessoas assim não merecem ser cobiçadas. Uma mulher destas só permite perto de si um homem que tenha ideias tão claras como as suas. Que deseje estar com ela sem situações dúbias. 

 Como conhece o seu valor, está sempre tranquila. E embora seja capaz de perdoar uma e outra vez, sabe quando é hora de partir com o orgulho intacto, não cedendo a provocações pueris por mais ferida ou apaixonada que se sinta. Afastar-se de uma situação tóxica requer uma coragem varonil, mas a escolha não é difícil - embora possa ser dolorosa - quando se coloca a dignidade acima de tudo.


Fala uma vez, diz o que tem a dizer e deixa as coisas seguirem o seu curso, sem se entregar à ilusão ou ao wishful thinking

Não se enganem, uma mulher assim pode não ter papas na língua. Ser feminina, calar quando isso é benéfico e deixar aos homens uma certa postura simbólica de comando não é ser pateta.  Santa Catarina de Siena, amiga e conselheira do Papa Gregório XI, não hesitou em dizer-lhe "seja homem e não tenha medo!". Mas as palavras são como a espada de um samurai, há que empregá-las certeiramente e não fazer justiça à fama de tagarelice fútil  e pouco objectiva atribuída ao mulherio.

 Não se desvia da estratégia que escolheu, não se enerva com informação que não pode utilizar a seu favor, por isso passa longe de mexericos ou dos "arautos da desgraça"- uma mulher à moda antiga foge de espiar as redes sociais em busca de boas ou más novas, por exemplo. É cega, surda e muda a esses disparates, porque uma senhora só vê e ouve aquilo que quer. Sabe que a confiança é demasiado preciosa para ser beliscada com inutilidades.


Na vida, porta-se como ao calçar saltos altos - pode doer, mas ninguém nota. Não perde a cabeça em público. Não pesca elogios nem palmadinhas nas costas. Nunca diz de si mesma "ai estou tão gorda" desejando que lhe digam "não estás nada". Faz o seu treino e escolhe o seu guarda roupa caladinha. Ser forte também passa por não revelar fraqueza.

Em vez de se queixar porque o mundo não está organizado como ela gostaria que estivesse - porque nunca se sabe, isso podia torná-lo pior do que já anda - encara a sociedade como ela é. Aprendeu a viver nela e a contornar os obstáculos com leveza e sagacidade. Não choraminga sobre os dois pesos e duas medidas em relação ao comportamento feminino e masculino. Sabe que não há nenhuma glória em copiar atitudes que até aos homens caem mal, pois o apelo de uma mulher é grandemente favorecido pela sua raridade, pelo seu mistério. Lá porque os homens se atiram a um poço, ela não vai bater-se pelo direito fazer o mesmo sem ser julgada. 

E por fim, não toma nada por garantido, pensa mais nos seus deveres do que nos seus direitos, não sofre do grande mal que é o sense of entitlement. Honra os seus compromissos e perante o verdadeiro amor, espera o melhor mas está armada e preparada para ser a companheira valorosa caso o pior bata à porta. Com todo o heroísmo e capacidade de sacrifício, mas mãos carinhosas e o sorriso pronto, porque a verdadeira força é suave.


Esta não é uma missão fácil; exige coração de leão. Mas as nossas avós conseguiram-no brilhantemente. As que levaram casamentos difíceis a bom porto, as que mantiveram o estilo e a dignidade mesmo quando fortunas ruíam, as que criaram ranchadas de filhos em tempo de guerra, as que aparentaram sempre graciosidade e força discreta quando tudo era muito mais difícil do que agora, sem se queixarem apesar de haver bastantes mais razões de queixa.

Quando dizem que a mulher tradicional é um tapete, tenho vontade de responder "Tapete é a sua avó!" mas isso seria contar uma mentira.





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