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Wednesday, September 30, 2015

A pequena grande virtude da sinceridade


"É impossível haver vida social se não se pode confiar na palavra dos outros. Enganar alguém é tratá-lo como inimigo e ao mesmo tempo, desonrar-se e tornar-se indigno de confiança".

                                   Georges Chevrot, As pequenas virtudes do lar


Se a frase acima é de uma verdade cristalina, é certo que pouca gente a aplica, muito menos na vida social - ou pelo menos,  em certos círculos. Quanto mais brilhante o meio, mais luzida a assembleia, mais selecionados os convivas... maior possibilidade há de o ambiente ser turvado pelos ambiciosos de serviço, que procuram toldar as afeições mais fervorosas, denegrir as condutas mais honestas, toldar as almas mais puras. E muitas vezes, as pessoas com mais "mundo" são as que possuem um coração mais ingénuo. Julgam-se intocáveis, acima das maquinações de quem vindo de baixo, não consegue congeminar nada senão baixezas. Bem dizia Shakespeare que a cabeça que traz a coroa nunca está segura...

O mundo está cheio disso - pelo que é indispensável confiar nos íntimos. Se nas amizades espontâneas e honestas, nos laços de família e nas relações apaixonadas não se aplica a regra bíblica do "sim quando é sim, não quando é não", se os jogos que pertencem inevitavelmente aos salões e bastidores da política se aplicam na intimidade, então não resta refúgio seguro neste mundo...

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