Monday, September 21, 2015
A "Tieta do Agreste" perdeu a compostura.
Quem lê o IS regularmente está careca (bom, espero que não literalmente...) de saber como me irrita a ditadura do politicamente correcto que se instalou. De não se poder brincar com nada nem falar em nada hoje em dia que salte logo o carimbo de machista, sexista, xenófobo, homofóbico, açambarcador de culturas alheias, extremista, radical, gordófobo e por aí fora.
Mas até para o cinismo bem humorado e para a rebeldia há os limites da delicadeza. Lá dizia o Confúcio, franqueza sem delicadeza é grosseria. Há dizer o que se pensa e há ser malcriado. Há ser franco e há magoar os outros sem necessidade.
E um bom exemplo disso é a actriz Betty Faria, que foi supermalcriada quando esta semana disse que as mulheres gordas lhe causam repulsa.
Apontar as maluqueiras de quem se porta mal - ou, concretamente em relação aos exageros do movimento "beleza real", de quem se expõe por aí em preparos pouco dignificantes e favorecedores só para dar nas vistas, com a desculpa "as gordinhas também podem" - é uma coisa.
Atingir gratuitamente todas as "gordinhas" com opiniões pessoais que cada um deve coser lá consigo, já é outra.
É pisar a velha regra "se não tiver nada de construtivo para
dizer, cale-se". Ter-se-á confundido com a Tieta, que não era propriamente uma senhora apesar de ser a heroína da história?
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