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Wednesday, September 9, 2015

Dress code profissional: os 6 erros mais comuns


Observar eventos de negócios, conferências ou provas de acesso com muita gente é um exercício interessante: em alguns casos, quase se pode fazer o jogo "descubra quem está adequadamente vestido" (o que é uma maneira curiosa de matar o tempo e descontrair enquanto se aguarda pela próxima reunião ou entrevista, por exemplo, mas também útil para tirar inspiração ou aprender, pelo mau exemplo, o que evitar). 
 Neste post já se discutiram linhas de orientação sobre o visual apropriado a adoptar em diversos ambientes organizacionais, e aqui vimos algumas ideias para eventos corporativos.

 Em todo o caso - principalmente quando não se sabe ao certo qual será a tónica do dress code - é bom dominar os conceitos de "business attire" (mais formal e alinhado) e "business casual" (polido e profissional, mas menos rígido). Por vezes a fronteira entre os dois pode ser subtil, nomeadamente em certas ocasiões e em meios como a área editorial, a publicidade, as artes visuais, multimédia ou indústria de moda.  A esse assunto voltaremos em detalhe noutro artigo.

 Porém, independentemente de tudo isso, há erros flagrantes e detalhes que estragam o conjunto. Apresentar-se de acordo não é tudo, mas revela cuidado, respeito pelos outros e responsabilidade - além de elevar a auto confiança. Vamos então aos 6 erros mais comuns:


1 - Não se esforçar de todo



  Salvo em ambientes totalmente à vontade, é sempre estranho ver alguém comparecer a uma reunião de negócios ou entrevista de jeans claros, sandálias e um top ou t-shirt que se usaria para ir ao supermercado.
À partida, manter a agenda organizada ajuda a que se planeiem os visuais para uma reunião que exija maior aprumo, uma entrevista ou um almoço de trabalho. Convém pensar neles e experimentá-los com a devida antecedência, porque o stress é o pior conselheiro: há sempre umas calças que misteriosamente não assentam como é costume, uma camisa que afinal não combina, um botão que não estava bem fixo ou um salto que fica sem capas. Porém, quem está sujeito a situações de última hora (por exemplo, se está a tentar mudar de emprego para uma área diferente e pode ser chamada para entrevista a qualquer momento, ou se o dress code da sua empresa é bastante descontraído MENOS quando precisa de receber um cliente ou parceiro que decide aparecer de surpresa) deve estar sempre de prevenção. Adoptar um look simples, mas polido (calças escuras de bom corte, cabelo bem penteado, unhas neutras e arranjadas, etc) e ter à mão um blazer e um par de sapatos mais elegantes para mudar em caso de necessidade, evita quaisquer situações embaraçosas.

2- Too sexy (ou festivo)



Há quem, vá-se lá saber porquê, não distinga "vestir-se bem" para uma ocasião social de "vestir-se bem" para qualquer circunstância profissional. E quando isso acontece sem ser numa festa da empresa (aí o erro existe, mas é menos flagrante) mais constrangedor se torna. Tenho uma teoria sobre isso: certas pessoas só têm dois tipos de roupa. A do dia-a-dia, jeans, t-shirts e afins, e as toilettes que usam igualmente para um baptizado, uma noite na discoteca ou uma entrevista de trabalho. Ora, há peças (como certos vestidos pretos) que se prestam a isso, mas são poucas; e mesmo assim, a maquilhagem, o calçado e os acessórios devem variar de acordo com a situação.
 Recordo-me de ver uma professora usar um vestido-tubo muito curto e decotado, sandálias de salto agulha em verniz, unhas das mãos e dos pés rosa choque e cabelo volumoso solto pelas costas (nuas) abaixo. Estava muito bem...para dançar toda a noite num clube pouco selecto. Qualquer situação profissional exige certa sobriedade, ainda que o código de vestuário não seja rígido. Grandes decotes, saias mais do que um palmo acima do joelho, muita bijutaria, maquilhagem brilhante e sapatos espampanantes são uma distracção escusada. 

3 - Calçado demasiado descontraído



Apresentar-se com roupa relativamente "formal" mas combinada com calçado de aspecto muito desportivo ou prático é quase pior do que não se esforçar de todo. Além de os sapatos dizerem muito sobre os homens e mulheres que os usam, esteticamente falando um tailleur escuro e estruturado não vai bem com sandálias rasas de ar campestre, por exemplo. Quem por qualquer motivo privilegia o conforto ou prefere não investir demasiado em sapatos de ar sofisticado, convém que adopte modelos neutro, adaptáveis a diferentes ocasiões. Umas bailarinas elegantes de boa qualidade (para  elas) e certos loafers discretos (para eles) passam incólumes na maioria dos casos.

4 - Acessórios muito casuais, espampanantes, desleixados ou de má qualidade


O mesmo vale para a carteira e acessórios. Um visual composto exige uma carteira ligeiramente estruturada, não demasiado grande, numa cor que se harmonize e acima de tudo, que não dê nas vistas por apresentar pontos a ceder ou um material duvidoso. De igual modo, é de esquecer o excesso de penduricalhos, brilhinhos, grandes brincos, bijutaria de artesanato urbano em lã, and so on. Seria escusado dizer isto, mas mal não faz porque é algo que se vê imenso- até em pivots de noticiários (que as regras mandavam não usar nada que distraisse o espectador). 

5 - Rosto deslavado

Preferir um look natural é legítimo e passar bem sem maquilhagem é um direito de cada uma. Mas olheiras de meio metro, cavadas pela cara abaixo, manchas ou sobrancelhas desalinhadas dão um ar de desleixo -  pior ainda, podem aparentar que passou a noite a festejar como se não houvesse amanhã ou dar a ilusão de algum problema de saúde. Um corrector (até há homens que os usam, em caso de emergência) e um bálsamo labial não fazem mal a ninguém.

6 - Declarar a sua "tribo" através da roupa


Ainda que trabalhe ou procure emprego em indústrias mais avant garde em termos de vestuário (como música, televisão, moda ou design) reuniões ou entrevistas importantes talvez não sejam o melhor momento de gritar ao mundo que é uma hippie empedernida, um eterno rebelde, um MC de gabarito nas horas vagas, um activista desta ou daquela causa, uma gótica de último grau, fã da Barbie ou fanático de determinada banda. É que além de não ser o look mais profissional, há sempre hipótese de se deparar com alguém que embirre com o que você adora e não só as primeiras impressões contam, como as pessoas- mesmo em cargos de relevo - podem ser bastante infantis e recusar-se a ver para além disso. Volto a dizer, há ocasiões para tudo. Embora o estilo de cada um (a) possa estar sempre presente no vestuário, convém fazê-lo de forma subtil. Por exemplo, as rendas pretas podem ser substituídas por um top de manga comprida inofensivo, que assente bem, ou por uma camisa dessa cor, e assim por diante. Não traga para a mesa informações pessoais ou acessórias, que não são para ali chamadas.














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