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Tuesday, September 15, 2015

Frase do dia: a justiça não é só poética, é lógica


Bonnie e Clyde

"Os gatunos têm um lado de semelhança com os toureiros: por mais hábeis, por mais cautos e peritos que sejam, lá vem um dia em que são colhidos".
                   Ferraz de Macedo, criminologista do sec. XIX (via Expresso)

E quem diz gatunos diz intriguistas, bajuladores, trapaceiros, alpinistas sociais, vira casacas, desordeiros, vigaristas e toda a espécie de criatura má, falsa e desonesta.

Enfim, gente que é "artista" ou tem a mania que sim.

 Sempre me fez confusão ouvir dizer que os maus não são castigados, que só quem faz batota chega a algum lado, etc, em modo Camões; "os bons vi sempre passar/no mundo graves tormentos/e os maus vi sempre nadar/em mar de contentamentos".

 Embora pessoalmente creia que a justiça, tal como a felicidade, nem sempre fica completa nesta Terra (e que no outro mundo é que realmente se conversa) também acredito que o Céu tem um sentido de humor muito curioso ou que, como diz o povo "o diabo é de boas contas e cobra sempre a factura a tempo".  Já vi acontecer imensas vezes, e basta olhar para grandes vilões da História para comprovar que é verdade isso de "a justiça tarda mas não falha".

Era uma vez o menino Hitler que queria conquistar o mundo...

 Mas nem é necessário acreditar em nada de divino para atestar uma regra tão perfeita: é suficiente ter pensamento lógico e conhecer os rudimentos das leis da natureza. Lá dizia Confúcio: se queres conhecer o futuro, estuda o passado. A terceira Lei de Newton (acção reacção) reza que quando se aplica força sobre qualquer coisa, essa coisa reage com igual força.

Ora, alguém que se expõe constantemente a comportamentos de risco, quaisquer que eles sejam (velocidades, esquemas, andar em ruas perigosas, fazer zangar gente poderosa ou mafiosa) tem, por uma questão de probabilidades, maior possibilidade de que um dia algo corra mal. Voltemos ao espiritual: quem ama o perigo, nele perecerá (Eclo. 3, 27) . 

Há sempre uma ocasião em que se encontra um oponente mais esperto, uma vítima menos ingénua, um touro mais raivoso, uma estrada mais escorregadia, um clima desfavorável, enfim, uma combinação de factores pouco propícia à brincadeira. 

Ou simplesmente, em que a sorte se acaba e é a morte do artista...

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