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Thursday, September 24, 2015

O bom e velho champô de ovo




Quando penso na minha infância, acho que tinha mesmo que dar em blogger, e até me admira não ser das piores, salvo seja - não me ter tornado numa beauty blogger dessas que cada dia que Deus deita ao mundo falam num produto diferente (nada contra, pelo contrário- as reviews destas meninas dão imenso jeito, mas os meus interesses diversificaram-se um bocadinho).

É que eu era um perigo perto dos cosméticos. Bastava passar por uma perfumaria ou pela secção de higiene e beleza do supermercado para ficar com os olhinhos a brilhar. Se me queriam ver entretida, era deixar-me ao pé da senhora "das pinturas" e já por aqui vos contei que adorava "pedir emprestados" os cosméticos da avó, herdar os bâtons da tia (os da mãe também, mas a tia comprava imensos e como tinha uma paciência de santa, dispensava-me sempre alguns) ou mesmo fazer misturas: a avó achou sempre que eu ia dar em cientista e trabalhar para a L´Oreal ou coisa assim. Uma das bonecas que mais me encantaram foi um manequim de cabeleireiro que nem parecia um brinquedo - absurdamente caro e  super realista. Foi um dos poucos brinquedos que estafei e não sobreviveu para contar a história.


 De modo que para mim, sempre ansiosa por novidades, frasquinhos e produtinhos às cores, tornou-se um desapontamento ver sempre lá em casa, para os cabelos dos pequenos pelo menos, o champô de ovo da Foz. Era uma coisa maçadora e pouco glamourosa que cheirava massa de bolos (agora adoro o cheiro) por isso passava a vida a insistir para se deixarem disso e ficarem-se pelas outras marcas, ou ao menos mudarem para o Foz de maçã ou de alperce que tinha uma cor mais bonita.

 Mas a mãe não desarmava, porque o champô de ovo, já as avós o sabiam,  tinha umas propriedades mirabolantes para fazer crescer uma bela cabeleira. E de facto, o cabelo louro platinado do meu irmão e os meus longos caracóis, que cresciam que Deus os dava,  eram para ninguém pôr defeito!

 Acabei por me emancipar do aborrecido frasco amarelo e só voltei a ele mais tarde, já no liceu, quando confirmei que afinal a mãe tem sempre razão o champô de ovo tem de facto uma série de poderes mágicos: abre a fibra capilar para permitir uma limpeza profunda, é emoliente, previne a queda, dá força e ajuda no equilíbrio hormonal. 



Lá fiz as pazes com o Foz, que realmente é óptimo para um cabelo macio, hidratado, brilhante mas também para eliminar o terrível complexo "raízes oleosas, pontas secas". Ou seja, grande aliado quando o cabelo apanha "fases" em que não se sabe o que fazer dele...ou para controlar a inevitável queda sazonal.

No entanto, continuava cá com dúvidas: champô de ovo de supermercado não podia ser a mesma coisa que champô de ovo caseiro, ou podia? Decerto a quantidade de ovo verdadeiro não seria grande. A fórmula era boa, mas não podia ter muito ovo...erro crasso! E descobri-o de uma forma pouco agradável...

Num certo Verão, comprei um frasco para evitar que o cabelo ressecasse com o sal e o calor, mas só gastei metade e no fim das férias deixei-o na casa de praia.


Estive uns três meses sem lá voltar e quando voltei...ia toda contente para lavar o cabelo...blhec!!!! Mal desenrosquei a tampa ia morrendo com o pivete a ovo podre, ou bombinhas de mau cheiro, que saía lá de dentro. Felizmente não cheguei a tocar no líquido, mas ficou explicado porque é que o Foz fazia efeito. Só é pena nunca terem colocado um aviso na embalagem "FEITO COM OVOS FRESCOS, CONSUMIR DEPRESSA".

 Lembrei-me disto porque convém ir variando de champô e a velha fórmula de ovos é óptima para esta altura do ano. Tenho de dar uma volta ao Jumbo para trazer um (se não estou em erro, o Supercor também vende). Mas se quiserem recordar ou experimentar, fica a informação: é MESMO feito de ovo, uma gemada intensiva para vitaminar as madeixas. E convém gastar a eito, rapidinho, para evitar sustos desagradáveis. A não ser que queiram reservar para pregar uma partida a alguém que esteja mesmo a pedir uma dose de ovos podres.





 

6 comments:

Carla Santos Alves said...

Vou experimentar. Mesmo. :)

felicidade-35 said...

Este post fez-me voltar no tempo...é verdade também fui uma das só usava champô de ovo FOZ e tinha um cabelo que causava inveja :) Já à uns bons anos que não o vejo, até pensava que já não existia, adorei o post e vou procurar este elixir de beleza, beijinhos.

Paula said...

E eu que nunca experimentei!
A minha mãe trabalhava na Unilever e lá em casa experimentávamos todos os Sunsilk, Timotei, Organics, etc.

Fiquei com curiosidade!

Paula
vidademulheraos40.blogspot.com.

Um Diário Público said...

Necessidade de limpeza profunda - checked
Queda de cabelo - checked
Necessidade de hidratação - checked
Raízes oleosas, pontas secas - checked

Por isso fiquei curiosa e decidi experimentar. Como não tenho nenhuma das lojas referidas perto de casa, decidi procurar noutras e encontrei na Beauty Store de Ermesinde (e era a última embalagem!) a 2.25 euros (não sei se estará dentro do preço normal, mas comparado com outras marcas, é bastante barato). Não sei se haverá em todas as lojas da cadeia mas fica a dica. Agora vou experimentar.

Já agora, na sua opinião, este champô dispensa amaciador ou será recomendado manter o amaciador?

Continue com o o bom trabalho com o blog, que eu gosto muito de o ler.

Imperatriz Sissi said...

Obrigada a todas!

@Um Diário Público, o champô deixa o cabelo macio, mas eu costumo pôr sempre leave ins para poder fazer o brushing sem danificar. Amaciador de enxaguar só uma vez por semana ou coisa assim :)

Imperatriz Sissi said...

Obrigada a todas!

@Um Diário Público, o champô deixa o cabelo macio, mas eu costumo pôr sempre leave ins para poder fazer o brushing sem danificar. Amaciador de enxaguar só uma vez por semana ou coisa assim :)

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