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Sunday, September 27, 2015

Quando a Princesa perdeu a cabeça (mas com razão!)


A Princesa Stephanie do Mónaco ficou conhecida por descer do salto muitas vezes - quando eu era pequena, lembro-me de não se falar noutra coisa senão nas escandaleiras da Princesa Rebelde. Nunca tirei da ideia que o sangue de pirata que corre nas veias da família Grimaldi teria algo a ver com o assunto.

Mas ontem, a folhear uma Modas & Bordados dos anos 70 (acrescentei uns quantos volumes à minha colecção) li um episódio seu bastante mais antigo que me deu vontade de rir, pois apesar de armar uma barraca monumental ser um comportamento impróprio de qualquer menina bem educada, quanto mais de alguém na posição dela, não lhe faltou um certo estilo.

 Estava a Princesa numa festa mais ou menos íntima, na presença do Príncipe Rainier e de amigos da casa; numa mesa, o Príncipe pai com uma roda de convivas; mais adiante, Stephanie, o seu par (que não se sabe quem era) e um grupo de jovens da sua idade.

Eis que de repente se ouve muita bulha, pessoas a fugir e a derrubar cadeiras, pratos e copos pelo chão...e vê-se um grande segurança a arrastar uma bonita rapariga americana pelo braço, pondo-a categoricamente no meio da rua.


Com a tranquilidade possível, o Príncipe perguntou o que vinha a ser aquele desconchavo. Foi então que se percebeu o motivo da contenda: enquanto a princesa fora retocar a maquilhagem, o seu acompanhante pôs-se a dançar com a americana. Stephanie, ao ver a cena, não se conteve e desatou a bombardeá-los com cubos de gelo, terminando a pedir ao seu guarda costas que expulsasse a intrusa.

 Quanto a mim, devia ter mandado pôr na rua não só a serigaita, mas os dois bailarinos... ela pela ousadia de se insinuar ao namorado de outra -  a anfitriã, de mais a mais. E a ele por, estando acompanhado, não saber que há desfeitas que não se fazem, mesmo com a desculpa de serem  "cortesias sociais sem mal nenhum". Se há coisa que me irrita são cavalheiros que não respeitam a senhora que os acompanha, pondo-se a fazer charme, a trocar prioridades ou a fingir que estão sozinhos. Mal empregado segurança! A Princesa devia ter o ego muito ferido para não ter dado uma guia de marcha ao galã, que estivesse eu em tal situação ia dançar o que ele quisesse com a atiradiça para bem longe! Era lé com lé, e cré com cré, só se estragava uma casa, etc.

 Mas foi o detalhe criativo dos cubos de gelo que me chamou a atenção. Nunca me passaria pela cabeça usá-los como arma de arremesso! Mas foi bem lembrado: dependendo da força com que se atiram, podem ser bastante incomodativos, além de estarem sempre à mão em ocasiões dessas, e de arrefecerem os ânimos instantaneamente. Muito gostava eu que houvesse imagens dessa festa...deve ter sido uma cena épica, ao melhor estilo do baile dos Cohens: "e você, sua infame, ponha-se já no meio da rua, ou corro-a a pontapés!"


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