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Friday, October 30, 2015

A verdade sobre James. James Bond. (Bravo, Daniel Craig! )


Pela primeira vez eu até estava já com vontade de espreitar atentamente um filme de James Bond. Apesar de todo o glamour e dos bons actores que passaram pela franquia desde o início, 007 nunca foi personagem que me agradasse (já lá vamos...). Mas desta feita, com um elenco que inclui Ralph Fiennes, Monica Bellucci, Cristoph Waltz e Ben Whishaw (o jovem de "O Perfume") Spectre parece de facto tentador.

Depois, eu simpatizo com Daniel Craig, que até é casadíssimo com a linda Rachel Weisz (casal encantador!) e fez um figurão ao lado de Sua Majestade (acima). Mas passei a simpatizar mais ainda agora, que o actor, a viver o agente irresistível pela 4ª vez, disse que James, James Bond, não é um cavalheiro. Nem um modelo positivo para os homens




James Bond, diz Craig, é um misógino de primeira água e um mulherengo incorrigível. O que a meu ver, e no entender de muita gente, é diferente de ser um machista, se virmos "machista" como alguém que acredita nas diferenças entre homens e mulheres e em cumprir as boas regras do antigamente  - senhoras e crianças primeiro, por exemplo. Conheço machistas profundamente cavalheiros (também conheço alguns que são umas pestes, mas adiante). Um misógino é algo realmente mau- um bruto que despreza as mulheres e as vê como brinquedos para usar a seu bel talante. E James Bond é isso mesmo- um promíscuo, um fácil ou em inglês, um man-slut. Sempre me fez confusão a sua parada de Bond Girls.  Lembro-me de ser muito nova e achá-lo tudo, menos irresistível - mesmo quando James Bond era Sean Connery. 



Já na altura achava que o que é muito disputado não merece cobiça. E James Bond parecia-me, no mínimo, muito cheio de si e sem nenhum auto domínio. A precisar de levar uma tampa monumental para aprender.

O povo tem uma série de palavras desagradáveis para descrever o que é James Bond, que não pode ver uma saia e anda sempre rodeado de serigaitas que competem pela sua atenção. "Femeeiro" será o que se pode escrever aqui sem fazer corar as senhoras. E isso é desprezível para qualquer mulher que preze a dignidade (não só a sua, mas a de quem a rodeia, que isto "diz-me com quem andas"...). 

E Daniel Craig soube, finalmente, chamar James Bond pelo nome - acrescentando que, se o agente secreto se tornou mais cavalheiresco nos últimos anos, foi só porque encontrou "Bond Girls mais fortes que o souberam pôr no sítio". Haja quem!


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