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Thursday, October 29, 2015

Brutos. Homens das Cavernas. Garotos. Cobardolas.



O Centro Europeo Neurosalus, uma clínica de desintoxicação e reabilitação, decidiu fazer uma experiência em Madrid para provar como pode ser perigoso uma jovem andar por aí num estado...bom, alterado. Uma actriz nova e bonita fingiu estar perdida de bêbeda em plena luz do dia para testar a reacção dos homens que passavam. Resultado? Nem um só se ofereceu para chamar um táxi, levá-la ao hospital, chamar a polícia ou pô-la em segurança. 


Todos tentaram de algum modo aproveitar-se do seu estado e alguns até a incentivaram a beber mais, apesar de a actriz dizer "é a primeira vez que me emborracho". Num momento a equipa responsável pela experiência teve mesmo de intervir, porque um dos brutamontes tentou agarrá-la e beijá-la. 

Quanto a mim, este teste prova mais do que o útil e eloquente "é perigoso intoxicar-se em público". Dava pano para mangas, para um estudozinho antropológico ou no campo da sociobiologia. 

Primeiro, para esfregar na cara de certas alas feministas e de esquerda, que vivem na utopia - ou seja, acreditam que ninguém é mau neste mundo, que  o importante é educar para respeitar as mulheres, mudar mentalidades (como se brutos e psicopatas tivessem remédio) que os agressores são todos uns coitadinhos, que as mulheres também não são responsáveis pelos seus actos, pobrezitas, e que o "direito feminino" a andar despida e bêbeda como um cacho se preciso for em ruas perigosas é mais importante do que criar, aqui e agora, medidas de segurança e leis que castiguem fortemente quem se aproveita da vulnerabildade (ou doideira) alheia. Experiências destas mostram que brutos, como os pobres, sempre os haverá, infelizmente. Cabe a cada uma ser prudente e evitar que as ocasiões façam o ladrão. Deal with it.


Segundo, para ilustrar uma ideia que eu tenho defendido imenso por aqui: é que a hombridade está pelas ruas da amargura. O cavalheirismo morreu de morte matada (muito por culpa das mulheres, não o nego) e muitos, se já seriam escumalha no sec. XIX, quando as regras de conduta eram outras e as saias eram até aos pés, no sec. XXI a igualdade dá-lhes um jeitão para tirar proveito...sem sentirem um bocadinho de vergonha sequer.


A maioria esquece (ou nunca aprendeu, que isto o que o berço dá a tumba leva e nada feito) que um homem a sério, um homem sério, um cavalheiro, jamais tira partido da situação. Aliás, acha isso baixo e indigno de si.  Não se considera tão pouco sedutor que uma rapariga precise de estar com os copos para lhe dar confiança. 

Se for preciso, protege uma mulher contra ela própria. Não se aproveita da fraqueza dela para a levar a fazer o que está errado, para forçar o que quer que seja, para pressionar de modo algum - seja essa fraqueza motivada pelo álcool ou outra substância, pelo amor, o entusiasmo ou qualquer coisa que a impeça de pensar direito. É forte, tem autodomínio. Trata as outras mulheres com o respeito que gostaria que tratassem a sua irmã numa situação parecida.

Estes "homens" são desprezíveis. Pouco mais que hienas em duas pernas, mortinhos por tirar partido da menor chance, por muito pouco orgulho que mereça essa conquista. "Aproveitei-me de uma rapariga bêbeda" - grande coisa! Como se dizia na terra dos meus avós, são garotos. Ou garotelhos, que ainda é um insulto pior lá para aquelas bandas...





1 comment:

Maria Francisca said...

muito bem dito! completamente de acordo!

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